Repórter
Publicado em 6 de julho de 2026 às 07h27.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou neste domingo, 5, em Washington, nos Estados Unidos, onde participará de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Segundo o parlamentar, o objetivo da viagem é defender as empresas brasileiras diante da possibilidade de sobretaxas sobre produtos do Brasil estudadas pelo governo de Donald Trump.
Ao chegar à capital americana, Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter mostrado o dedo do meio durante um evento realizado na sexta-feira, 3, no Palácio do Planalto. "Enquanto o atual presidente manda o dedo do meio para o povo brasileiro, eu vim a Washington defender os brasileiros", afirmou Flávio.
O gesto de Lula ocorreu durante um discurso em defesa da ampliação do acesso da população de baixa renda a produtos e serviços de qualidade. "Precisamos acabar com essa ideia de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles", disse o presidente ao mostrar o dedo do meio. "Nós gostamos de coisa boa, queremos tudo de primeira."
Esta é a sexta viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos em 2026. Na semana passada, o senador entregou ao USTR um documento no qual argumenta que a adoção imediata das sobretaxas representaria uma "vitória política" para Lula.
O memorando sugere que qualquer decisão sobre restrições às exportações brasileiras seja tomada apenas após as eleições presidenciais de outubro.
Desde dezembro, Flávio intensificou agendas internacionais enquanto enfrenta desgastes políticos no Brasil, entre eles a repercussão de declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou ter sido "maltratada" pelo senador.
Segundo o levantamento citado na reportagem original, no mesmo período o parlamentar não realizou agendas em dez estados das regiões Norte e Nordeste e visitou apenas uma vez colégios eleitorais importantes, como Minas Gerais e Bahia.
Após a divulgação do memorando enviado ao governo americano, Lula criticou a atuação da família Bolsonaro nas negociações envolvendo as tarifas comerciais.
O presidente afirmou que os Bolsonaro são "traidores da pátria", acusou o grupo de agir com entreguismo e disse que não existe justificativa para a adoção de tarifas contra produtos brasileiros antes ou depois das eleições.
*Com O Globo