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Entenda por que o Japão quer reforçar forças armadas 'com urgência'

Documento detalha que a China tem intensificado suas atividades na região ao redor do território japonês, listando uma série de incidentes em 2025

Shinjiro Koizumi: ministro da Defesa afirmou ser preciso reforçar e transformar as capacidades militares do país (MOHD RASFAN/AFP)

Shinjiro Koizumi: ministro da Defesa afirmou ser preciso reforçar e transformar as capacidades militares do país (MOHD RASFAN/AFP)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 4 de agosto de 2026 às 15h35.

O governo do Japão voltou a alertar para os riscos de segurança na Ásia-Pacífico. No prefácio do novo Livro Branco da Defesa, o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou ser preciso reforçar e transformar as capacidades militares do país com um "senso de urgência e de crise mais forte do que nunca".

A declaração acompanha a publicação do relatório anual do governo, que destaca não apenas o aumento das capacidades militares de Pequim e Pyongyang, mas também a intensificação da cooperação militar entre China e Rússia, e entre Rússia e Coreia do Norte.

O documento detalha que a China tem intensificado suas atividades na região ao redor do território japonês, listando uma série de incidentes ocorridos em 2025.

Em resposta, o porta-voz do Ministério da Defesa da China, Chen Xi, criticou o relatório japonês, afirmando que o documento está "repleto de narrativas falsas" e serve como "uma desculpa para relaxar as próprias restrições militares" de Tóquio.

Movimentação estratégica

O movimento de Tóquio acontece em um momento de expansão de seus gastos militares e de fortalecimento de alianças na região. O Japão já implantou lançadores de mísseis em ilhas periféricas, adotou medidas para adquirir capacidade de "contra-ataque" e flexibilizou normas para a exportação de armamentos. Em abril, o país decidiu suspender a proibição autoimposta para a venda de armas ao exterior.

Apesar das medidas, o próprio Livro Branco faz um alerta para gargalos internos. A base de produção da indústria de defesa do país enfrenta problemas que podem comprometer futuras aquisições e o ritmo de inovação tecnológica.

No âmbito diplomático e de inteligência, o Japão tem intensificado parcerias de segurança com Filipinas, Austrália e Coreia do Sul.

Koizumi destacou ainda ter debatido com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, a manutenção do caráter "inabalável" da aliança entre Tóquio e Washington.

* Com AFP

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