Os Estados Unidos ampliaram a ofensiva contra o Irã com um ataque a um bunker militar na região do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo global.
Segundo o Comando Central, aviões lançaram bombas de 2.268 quilos contra a instalação subterrânea, que abrigava mísseis de cruzeiro antinavio, lançadores móveis e sistemas de monitoramento marítimo.
O objetivo foi reduzir a capacidade iraniana de bloquear o tráfego de petroleiros na região, em um momento de pressão sobre os mercados de energia.
Escalada militar
O ataque ocorre enquanto a guerra entra na quarta semana. De acordo com os militares americanos, mais de oito mil alvos já foram atingidos no território iraniano, incluindo estruturas navais e militares.
Os danos incluem a destruição de cerca de 130 embarcações, segundo autoridades dos EUA.
Apesar disso, o Irã mantém ataques com mísseis e drones contra Israel e aliados americanos na região.
Pressão sobre o petróleo
A ofensiva em Ormuz ocorre em paralelo a tentativas de estabilizar o mercado global de energia. Países aliados dos EUA emitiram declaração conjunta contra o bloqueio da rota marítima.
Na sexta-feira, o Tesouro americano flexibilizou sanções sobre o petróleo iraniano, permitindo a venda de cargas já embarcadas. A medida busca conter a alta de preços causada pela guerra.
Conflito sem desfecho claro
O conflito segue sem definição sobre seus objetivos finais. O presidente Donald Trump fez declarações divergentes sobre a continuidade das operações, mencionando tanto intensificação quanto possível desaceleração dos ataques.
Autoridades israelenses indicam que a campanha deve se prolongar. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que as ofensivas devem se intensificar na próxima semana.
Enquanto isso, o Irã mantém atividades internas, incluindo celebrações religiosas pelo fim do Ramadã, em meio à continuidade dos ataques no país.