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Expedição da Família Schurmann percorreu 17 países e mais de 140 destinos (Familia Schurmann/Alexandre Battibugli/Divulgação)
Repórter de ESG
Publicado em 12 de abril de 2026 às 14h00.
Última atualização em 13 de abril de 2026 às 14h31.
Após mais de quatro anos no mar, a Família Schurmann concluiu sua segunda volta ao mundo a bordo do veleiro Kat e retornou ao Brasil no fim de março.
A embarcação atracou na Marina Itajaí (SC), local de onde partiu em 2021 para a expedição Voz dos Oceanos, voltada ao combate à poluição plástica nos mares.
A chegada marca a quarta expedição da família e dá início a uma nova fase do projeto, agora com foco ampliado em ações de conscientização e engajamento da sociedade no Sul do Brasil.
Nos próximos dias, o veleiro passa por uma manutenção antes de seguir para Florianópolis, onde será uma das atrações da Casa Vozes do Oceano, espaço imersivo voltado à educação ambiental.
A abertura está prevista para 13 de maio, em uma estrutura montada ao lado da Ponte Hercílio Luz, como parte das comemorações de 100 anos do turístico cartão-postal.
A exposição deve permanecer na cidade por cerca de três semanas, com experiências que combinam arte, ciência e tecnologia para abordar o combate à poluição.
Depois da capital catarinense, o projeto segue em circuito pelo Sul, com edições confirmadas em Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) ao longo de 2026.
A iniciativa já passou por grandes eventos internacionais. Durante a COP30, em Belém, a Casa Vozes do Oceano recebeu mais de 100 mil visitantes, com exposições, debates e exibições audiovisuais sobre conservação marinha.
Ao longo da jornada, o Kat navegou mais de 136.795 km e passou por mais de 140 destinos em 17 países, incluindo regiões das Américas, Oceania, Ásia e África. A expedição teve como objetivo mapear a presença de resíduos plásticos nos oceanos e dar visibilidade ao problema em escala no mundo.
“É um sentimento de missão cumprida. Vimos que o cenário ainda é desafiador, mas também encontramos muitas soluções que apontam caminhos possíveis”, afirmou Vilfredo Schurmann, líder do projeto.
Segundo a organização, a presença de plástico e microplástico foi identificada em praticamente todos os locais visitados durante a expedição. A poluição plástica é hoje um dos principais desafios ambientais, com impactos diretos sobre a biodiversidade, cadeias produtivas e até a saúde humana.