A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã entrou no terceiro fim de semana consecutivo neste sábado, 21, com novos bombardeios e ampliação dos ataques na região.
No 22º dia de guerra, Israel realizou ataques aéreos em Teerã contra “alvos do regime”, incluindo estruturas governamentais e de segurança. A ofensiva ocorreu após o lançamento de mísseis iranianos contra o território israelense.
O Irã respondeu com uma nova onda de mísseis em direção a Israel, com sistemas de defesa ativados. Explosões foram registradas em Jerusalém, após sirenes de alerta, incluindo a queda de fragmentos próximos à Cidade Velha.
O conflito já soma cerca de três semanas, com mais de 1.300 mortos no Irã, além de vítimas em outros países da região.
Escalada regional amplia tensão
Os ataques se estenderam ao Líbano, onde um bombardeio israelense no distrito de Bint Jbeil deixou um morto e dois feridos.
Israel também atingiu posições do Hezbollah próximas a Beirute, após alertas de evacuação.
Na Arábia Saudita, mais de 20 drones foram interceptados na região leste, segundo autoridades locais.
A Turquia classificou os ataques recentes como uma “escalada perigosa” e pediu intervenção internacional.
Infraestrutura de energia sob ataque
O Irã intensificou ataques contra instalações de petróleo e gás no Golfo Pérsico, mirando países alinhados a Estados Unidos e Israel.
A ofensiva elevou os preços internacionais de energia e aumentou o risco de interrupções no fornecimento na região.
O governo iraniano afirmou que não possui excedente de petróleo para exportação, após discussões nos Estados Unidos sobre possível flexibilização de sanções.
Pressão militar e decisões políticas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que avalia reduzir gradualmente as operações militares, ao afirmar que os objetivos estratégicos estão próximos.
Ao mesmo tempo, a Casa Branca indicou que pode atingir a ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano.
O governo norte-americano solicitou ao Congresso autorização para um pacote de até US$ 200 bilhões para financiar a campanha militar.
O Reino Unido autorizou o uso de bases britânicas por forças dos Estados Unidos em operações no Estreito de Ormuz.