Ministro iraniano afirma que país "não recuará" das condições impostas para liberar o Estreito de Ormuz (Stringer/Reuters)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 21 de março de 2026 às 15h37.
A guerra no Oriente Médio avança com novos ataques e amplia seus efeitos sobre energia, segurança e diplomacia internacional.
A União Europeia pediu que países reduzam o nível de armazenamento de gás para o próximo inverno, de 90% para 80%, com o objetivo de aliviar a pressão sobre os preços, impactados pelo conflito.
No campo militar, os Estados Unidos afirmaram ter destruído uma instalação subterrânea iraniana na costa do país.
Segundo o comando americano, o alvo armazenava mísseis de cruzeiro antinavio e equipamentos de monitoramento marítimo, ligados ao controle do Estreito de Ormuz.
O conflito também se expande para países vizinhos. O Hezbollah relatou combates com forças israelenses no sul do Líbano, enquanto os Emirados Árabes Unidos fecharam um hospital ligado ao Irã em Dubai.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atacado um caça F-16 israelense, e Israel declarou ter atingido instalações de produção de mísseis em Teerã.
No Bahrein, explosões foram registradas na capital, Manama, enquanto um ataque com drone em Bagdá matou um oficial de inteligência.
Mais de 20 países, incluindo Reino Unido, França, Japão e Emirados Árabes Unidos, criticaram o bloqueio do Estreito de Ormuz e declararam apoio a iniciativas para garantir a navegação na região.
O Irã também tentou atingir uma base anglo-americana em Diego Garcia, no oceano Índico, em uma ofensiva que não teve sucesso.
O complexo nuclear de Natanz foi alvo de ataques atribuídos a EUA e Israel, segundo autoridades iranianas. Não houve registro de vazamento radioativo.
A Rússia classificou a ação como irresponsável, enquanto a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pediu moderação para evitar riscos maiores.
Autoridades israelenses indicam intensificação das operações nos próximos dias. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que a ofensiva “aumentará consideravelmente”.
Em meio aos ataques, milhares de iranianos participaram das celebrações do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã.
O líder supremo, Mojtaba Khamenei, não apareceu publicamente durante as cerimônias, mantendo-se fora dos holofotes desde que assumiu o poder no início do conflito.