Tensões com Irã levam EUA a recomendar evacuação de cidadãos no Iraque (Sven Hoppe/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 29 de março de 2026 às 17h12.
A Embaixada dos Estados Unidos no Iraque orientou, neste domingo, que cidadãos americanos deixem o país "imediatamente", em meio à escalada de ameaças atribuídas ao Irã e a grupos armados aliados, que podem atingir alvos ligados a Washington.
"Os cidadãos americanos devem deixar o Iraque imediatamente", exortou a representação diplomática em um alerta de segurança, destacando que o Irã ameaçou especificamente instituições americanas no Oriente Médio. Segundo o comunicado, possíveis alvos incluem universidades em cidades como Bagdá, As-Sulaymaniyah e Dohuk, além de outros centros considerados associados aos Estados Unidos.
A embaixada afirma que tanto o Irã quanto grupos alinhados a Teerã "representam uma ameaça crescente à segurança pública" e têm promovido ataques contra cidadãos, infraestruturas e interesses americanos em todo o território iraquiano, incluindo a região do Curdistão.
Países do Oriente Médio se reúnem para discutir fim da guerra no IrãO texto ressalta ainda que esses grupos já atingiram aeroportos comerciais, hotéis frequentados por estrangeiros e outras instalações civis, e podem realizar novos atentados ou até sequestros. A nota aponta também um "risco elevado" relacionado ao uso de mísseis, drones e foguetes no espaço aéreo do país.
Diante do cenário, a embaixada reiterou a recomendação de nível máximo de "não viajar" ao Iraque e reforçou o pedido para que os americanos deixem o país o mais rápido possível.
"Aqueles que decidirem permanecer o fazem sob um risco significativo", alertou o comunicado, que critica o fato de que "o governo iraquiano não impediu os ataques terroristas contra os Estados Unidos e países da região a partir do território iraquiano".
Governo dos EUA espera encerrar operações no Irã 'nas próximas duas semanas', diz RubioApesar de seguir em funcionamento, a missão diplomática orienta que cidadãos não se dirijam à embaixada em Bagdá nem ao consulado em Erbil, devido aos riscos de segurança.
O comunicado informa que o espaço aéreo iraquiano permanece fechado, sem voos comerciais disponíveis. A recomendação é utilizar rotas terrestres para países vizinhos, como Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita e Turquia, ainda que haja possibilidade de atrasos e restrições.
A embaixada também orienta que cidadãos se mantenham informados, evitem aglomerações e locais sensíveis e tenham suprimentos básicos diante da possibilidade de agravamento da situação de segurança.
Netanyahu anuncia expansão da zona de segurança no sul do LíbanoO alerta ocorre após a troca de ataques, neste fim de semana, entre forças americanas e grupos armados que integram, na prática, o aparato de segurança estatal do Iraque. As ações foram registradas no norte do país e em Bagdá, segundo fontes oficiais e de segurança ouvidas pela Agência.
*Com informações da EFE