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Netanyahu anuncia expansão da zona de segurança no sul do Líbano

Primeiro-ministro israelense diz que maior presença militar é para conter ataques do Hezbollah

Guerra: conflito entre Israel e Irã completou um mês (AFP)

Guerra: conflito entre Israel e Irã completou um mês (AFP)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 29 de março de 2026 às 16h16.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo, 29, por meio de vídeo, que ordenou “ampliar ainda mais a zona de segurança existente” no sul do Líbano, antecipando uma maior presença militar israelense na região.

“Decidi agora ampliar ainda mais a faixa de segurança existente, para finalmente frustrar a ameaça de invasão e manter o lançamento de mísseis antitanque longe de nossa fronteira”, afirmou Netanyahu, comprometendo-se a “mudar radicalmente” a situação no norte de Israel, próximo à fronteira com o país vizinho.

O premier justificou a medida destacando que o grupo xiita libanês Hezbollah “ainda mantém a capacidade residual de lançar foguetes”, o que motivou que, junto a comandantes e altos cargos, buscassem neste domingo formas de “eliminar” essa ameaça.

Netanyahu também citou exemplos de outros locais ocupados pelas Forças de Defesa de Israel, apontando como essas ações transformaram “a face do Oriente Médio” e reforçaram a segurança de Israel.

“Estamos tomando a iniciativa, estamos atacando e criamos três cinturões de segurança nas profundezas do território inimigo. Na Síria, do topo do Monte Hermon até Yarmouk. Em Gaza, em mais da metade do território da Faixa”, disse o mandatário, referindo-se à movimentação de tropas, mesmo tratando-se de medidas temporárias após o cessar-fogo atual.

“O Irã já não é o mesmo Irã, o Hezbollah já não é o mesmo Hezbollah e o Hamas já não é o mesmo Hamas. Já não são exércitos terroristas que ameaçam a nossa existência, são inimigos derrotados que lutam pela sua sobrevivência”, completou Netanyahu.

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