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Governo dos EUA espera encerrar operações no Irã 'nas próximas duas semanas', diz Rubio

Na reunião do G7, o secretário de Estado também enfatizou que Teerã ainda não se manifestou sobre o plano apresentado por Donald Trump para encerrar o conflito

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, participou de encontro no G7 sobre o conflito no Oriente Médio

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, participou de encontro no G7 sobre o conflito no Oriente Médio

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 27 de março de 2026 às 16h59.

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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou na sexta-feira que os Estados Unidos esperam concluir sua operação no Irã “nas próximas duas semanas, não meses”, após se reunir com os ministros das Relações Exteriores do G7 na França.

Segundo Rubio, o presidente Donald Trump acompanha o desenrolar do conflito, independentemente se decidir enviar tropas terrestres ao Oriente Médio.

"Quando terminarmos com eles aqui, nas próximas duas semanas, eles estarão mais fracos do que jamais estiveram na história recente", disse Rubio a repórteres em Paris.

Rubio também disse que o governo do Irã pode decidir implementar um sistema de pedágio no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o fluxo global de energia, informou o jornal britânico The Guardian.

Irã cogita cobrar pedágio de navios por passagem por Ormuz

Planos dos EUA para acabar com o conflito

O secretário de Estado afirmou nesta sexta-feira que o Irã não havia respondido a um plano para encerrar a guerra, mas enviou "mensagens" demonstrando interesse na diplomacia.

"Ainda não recebemos isso", disse Rubio em c0letiva de imprensa. "Tivemos uma troca de mensagens e indicações por parte do sistema iraniano — ou do que quer que reste dele — sobre a disposição de conversar a respeito de certos assuntos."

G7 pede paz no Oriente Médio

Ministros das Relações Exteriores do G7 divulgaram, nesta sexta-feira, 27, um comunicado conjunto pedindo o “cessar imediato dos ataques contra a população e as infraestruturas civis” no Oriente Médio. A declaração foi emitida após reunião realizada nos arredores de Paris.

O documento afirma que não há justificativa para ações deliberadas contra civis em contextos de conflito armado, nem para ofensivas direcionadas a instalações diplomáticas. O texto reforça posicionamento conjunto das principais economias industrializadas sobre a escalada de tensão na região.

O grupo também destacou a “necessidade absoluta” de garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean Noël Barrot, afirmou que há consenso internacional sobre a importância de preservar rotas marítimas. Segundo ele, a circulação em águas internacionais deve permanecer livre e segura.

Está fora de questão a possibilidade de viver em um mundo em que as águas internacionais estejam fechadas à navegação”, declarou Barrot ao fim do encontro.

Como a Guerra do Irã ajudou a adiar o fim da guerra da Ucrânia

O encontro, com duração de dois dias, teve como principal tema a guerra no Oriente Médio e seus efeitos econômicos. Entre os pontos discutidos está a quase paralisação do Estreito de Ormuz, associada a ações do Irã, que afetam o transporte de petróleo e gás.

Os ministros também abordaram a guerra na Ucrânia. Durante a coletiva, Barrot reiterou o compromisso do grupo com o apoio ao país europeu.

“Estamos decididos a continuar apoiando a Ucrânia em sua resistência contra o invasor”, afirmou.

A reunião ocorre em um contexto de instabilidade geopolítica, com impactos diretos sobre cadeias de energia e comércio internacional.

*Com informações da Agência AFP.

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