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Cuba acusa Rubio de mentir sobre crise energética e bloqueio de petróleo

Governo cubano afirma que sanções agravam escassez e apagões na ilha

Cuba: crise energética se intensifica em meio a disputa com EUA sobre bloqueio de petróleo (Yamil Lage/AFP)

Cuba: crise energética se intensifica em meio a disputa com EUA sobre bloqueio de petróleo (Yamil Lage/AFP)

Publicado em 6 de maio de 2026 às 06h48.

O governo de Cuba acusou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de “mentir” ao negar a existência de um bloqueio petrolífero contra a ilha e atribuir a crise energética à má gestão interna.

A reação foi feita pelo chanceler Bruno Rodríguez, que afirmou que Rubio contradiz declarações do presidente Donald Trump e da própria Casa Branca ao minimizar o impacto das sanções.

Rodríguez afirmou que, em quatro meses, apenas um navio com combustível chegou ao país e acusou Washington de intimidar fornecedores internacionais, o que violaria regras de livre comércio e navegação.

A declaração ocorre em meio a uma crise energética severa na ilha, marcada por escassez de combustível e apagões prolongados.

Dados recentes indicam que Cuba chegou a passar meses sem receber petróleo devido a restrições impostas pelos EUA a países que negociam com Havana .

Rubio nega bloqueio e culpa gestão interna

Horas antes, Rubio declarou que “não há um bloqueio petrolífero” contra Cuba e afirmou que o país dependia de petróleo subsidiado da Venezuela, que deixou de ser fornecido.

Segundo o secretário, o problema atual decorre do modelo econômico cubano. “Seu modelo não funciona”, disse, ao afirmar que o fim do envio gratuito de petróleo agravou a crise .

O governo Trump anunciou em janeiro novas medidas que classificam Cuba como uma “ameaça excepcional” e preveem sanções a países que forneçam petróleo à ilha, o que restringiu o acesso ao combustível no mercado internacional .

Autoridades cubanas afirmam que essas ações contribuíram diretamente para o colapso energético, com impactos sobre serviços básicos, transporte e saúde.

O país depende fortemente de combustíveis fósseis para geração de energia, o que agrava os efeitos da escassez.

Enquanto Washington atribui a situação à gestão econômica de Havana, o governo cubano sustenta que enfrenta uma política de pressão contínua desde a Revolução de 1959.

Apesar das acusações, ambos os países reconhecem a existência de contatos diplomáticos, ainda que sem consenso sobre o alcance e os resultados dessas negociações.

*Com AFP

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