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Presidente de Cuba reage à ameaça de Trump de assumir controle da ilha: 'Vamos nos defender'

Declarações ocorreram durante o Dia do Trabalho, data em que Cuba realizou manifestações em Havana e em outras cidades

Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em manifestações do Dia do Trabalho, nesta sexta-feira (ADALBERTO ROQUE / AFP/Getty Images)

Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em manifestações do Dia do Trabalho, nesta sexta-feira (ADALBERTO ROQUE / AFP/Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 2 de maio de 2026 às 16h41.

Última atualização em 2 de maio de 2026 às 16h48.

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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, se pronunciou neste sábado, 2, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de “assumir” a ilha após o fim da guerra com o Irã.

Em publicação na rede X, Díaz-Canel afirmou que “Nenhum agressor, por mais poderoso que seja, encontrará a rendição em Cuba, mas sim um povo disposto a defender a soberania e a independência em cada palmo do território nacional”.

As declarações ocorreram no contexto do Dia do Trabalho, data em que Cuba realizou manifestações em Havana e em outras cidades, com foco na defesa da soberania nacional.

Em nova publicação, Díaz-Canel afirmou que “o presidente dos Estados Unidos acaba de elevar as ameaças de agressão militar contra Cuba a uma escala perigosa e sem precedentes”.

Pressão de Trump sobre Cuba

Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento no Salão Oval

Donald Trump, presidente dos EUA: Desde janeiro, a Casa Branca tem intensificado a pressão sobre o governo cubano, incluindo medidas como restrições ao fornecimento de petróleo. (Andrew Harnik/AFP)

A manifestação responde a falas de Donald Trump feitas nesta sexta-feira, 1º, durante evento realizado na Flórida. O presidente norte-americano indicou que pretende pressionar Cuba militarmente após o encerramento do conflito com o Irã.

Ele também disse que pretende “assumir o controle” de Cuba “quase imediatamente” e disse que, antes disso, concluirá o “trabalho” no Irã.

Durante o evento, Trump dirigiu-se a um convidado ao afirmar que “ele vem de um lugar chamado Cuba, que devemos assumir em breve”. O presidente mencionou ainda a possibilidade de envio de um porta-aviões para áreas próximas à costa cubana e associou a medida ao término da guerra com o Irã.

Também na sexta-feira, 1º, o governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra Cuba, sob a justificativa de que Havana “segue representando uma ameaça extraordinária” à segurança nacional americana.

Entenda as sanções contra Cuba

O governo americano ampliou as sanções contra Cuba, com foco em setores considerados estratégicos da economia local, como energia, defesa, mineração e serviços financeiros.

Pela ordem executiva assinada, indivíduos e empresas que atuem nesses segmentos ou mantenham relações com o governo de Havana poderão ter ativos bloqueados nos Estados Unidos.

Ainda nesta semana, o secretário de Estado, Marco Rubio, acusou Cuba de permitir a atuação de serviços de inteligência de países considerados adversários em proximidade com o território americano. Segundo ele, a gestão Trump não aceitará esse tipo de movimentação.

No Congresso, o Senado dos Estados Unidos rejeitou, na terça-feira, uma proposta apresentada por democratas que buscava restringir eventuais ações militares contra Havana.

Desde janeiro, a Casa Branca tem intensificado a pressão sobre o governo cubano, incluindo medidas como restrições ao fornecimento de petróleo.

Trump também voltou a mencionar, em diferentes ocasiões, a possibilidade de promover uma mudança de regime na ilha.

*Com informações da Agência EFE. 

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