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Ataque com míssil à embaixada dos EUA em Bagdá provoca ordem de evacuação imediata

Alerta emitido cita risco representado por milícias alinhadas ao Irã após complexo ser atingido durante a madrugada

O primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, condenou o ataque classificando-o como "ato terrorista" (AFP/AFP)

O primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, condenou o ataque classificando-o como "ato terrorista" (AFP/AFP)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 14 de março de 2026 às 14h51.

Última atualização em 14 de março de 2026 às 14h57.

A Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá determinou a saída imediata de seus cidadãos do território iraquiano por meio de um alerta de segurança emitido após um ataque com míssil que atingiu o complexo diplomático durante a madrugada.

"Os cidadãos norte-americanos que optarem por permanecer no Iraque são fortemente aconselhados a reconsiderar essa decisão diante da grave ameaça representada por grupos terroristas alinhados ao Irã", afirma o comunicado da embaixada.

O ataque desta madrugada provocou chamas e fumaça nas dependências da representação diplomática, localizada na Zona Verde, área de alta segurança na capital iraquiana.

Fontes de segurança locais confirmaram o incidente, mas ainda não há informações sobre vítimas.

Veja vídeo do ataque:

Ataque à embaixada dos EUA no Iraque

Este é o mais recente de uma série de ataques contra a presença diplomática americana no Iraque. No dia 1º de março, manifestantes tentaram invadir a Zona Verde gritando "morte à América".

No dia 7, foguetes foram lançados contra a embaixada, mas interceptados pelo sistema de defesa antiaérea.

Já no último dia 10, drones atingiram o Centro de Apoio Diplomático de Bagdá, complexo utilizado por funcionários americanos próximo ao aeroporto.

O primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, condenou o ataque classificando-o como "ato terrorista" e ordenou a perseguição aos responsáveis, afirmando que atentar contra missões diplomáticas constitui uma ameaça à segurança e estabilidade do país.

Em resposta aos ataques, Estados Unidos e Israel intensificaram bombardeios contra quartéis das Forças de Mobilização Popular, grupos armados integrados às forças iraquianas, dos quais algumas facções são classificadas como terroristas pelo governo americano.

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