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Após acordo de paz, Trump diz que navios já deixam Estreito de Ormuz

Reabertura da principal rota global de petróleo ainda depende da assinatura formal do acordo na Suíça

Estreito de Ormuz: acordo entre Estados Unidos e Irã abre caminho para retomada do tráfego de petróleo. (Constantine Johnny/Getty Images)

Estreito de Ormuz: acordo entre Estados Unidos e Irã abre caminho para retomada do tráfego de petróleo. (Constantine Johnny/Getty Images)

Publicado em 15 de junho de 2026 às 11h53.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 15, que navios carregados de petróleo já começaram a deixar o Estreito de Ormuz após o anúncio do acordo de paz entre Washington e Teerã para encerrar a guerra no Oriente Médio.

A declaração foi feita na rede Truth Social enquanto Trump viajava para participar da cúpula do G7, na França. Segundo ele, a retomada da navegação no estreito sinaliza os primeiros efeitos práticos do entendimento firmado entre os dois países.

A reabertura de Ormuz é considerada um dos principais pontos do acordo, já que a passagem concentra cerca de 20% do comércio global de petróleo e seu bloqueio provocou meses de turbulência nos mercados internacionais.

Também nesta segunda-feira, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que Washington espera que o Estreito de Ormuz seja reaberto sem a cobrança de pedágios ou taxas por parte do Irã.

A declaração ocorreu após o Ministério das Relações Exteriores iraniano informar que pretende cobrar tarifas relacionadas a serviços marítimos, como navegação, proteção ambiental e seguros.

"Esperamos que o estreito seja aberto sem pedágios a longo prazo", afirmou Vance em entrevista à CNBC. Segundo ele, a questão será discutida durante as negociações técnicas previstas para começar após a assinatura formal do acordo, marcada para sexta-feira, 19, em Genebra.

Sanções e programa nuclear seguem em aberto

Apesar do anúncio do entendimento, permanecem indefinidos temas considerados centrais nas negociações, como a suspensão das sanções econômicas impostas ao Irã e o acesso de Teerã a recursos financeiros congelados no exterior.

Vance também evitou detalhar os termos do pacto, mas afirmou que o acordo será baseado em um sistema de verificação em duas etapas.

Segundo o vice-presidente, os Estados Unidos aceitam a reintegração econômica do Irã, desde que o país cumpra os compromissos assumidos no acordo.

"Vocês são bem-vindos a ter acesso a uma economia não sujeita a sanções e a ser reintegrados à economia mundial, mas somente se atenderem aos compromissos assumidos", declarou.

*Com AFP

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