Marketing

BBB 26: Mercado Pago dobra prêmio para R$ 5,44 milhões, o maior da história

Reality estreia com 15 marcas distribuídas em 18 cotas publicitárias, entre veteranas como Ifood e Mercado Livre e estreantes como Betano e Nivea

Prêmio do BBB 26 parte de R$ 5,44 milhões após ativação do Mercado Pago na estreia do reality (Reprodução)

Prêmio do BBB 26 parte de R$ 5,44 milhões após ativação do Mercado Pago na estreia do reality (Reprodução)

Juliana Pio
Juliana Pio

Editora-assistente de Marketing e Projetos Especiais

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 00h16.

Última atualização em 13 de janeiro de 2026 às 00h45.

Tudo sobreBig Brother Brasil
Saiba mais

O Big Brother Brasil 26 estreou nesta segunda-feira, 12, já com ativações comerciais no ar, entre elas a do Mercado Pago, que dobrou o valor do prêmio em relação à edição anterior. O montante inicial passou de R$ 2,72 milhões, em 2025, para R$ 5,44 milhões em 2026, valor que ficará rendendo no cofre da plataforma financeira ao longo da temporada. Trata-se do maior prêmio da história do programa.

A movimentação sinaliza a estratégia das marcas de usar elementos centrais da narrativa do reality da TV Globo como ponto de contato com o público. No BBB, provas, prêmios e dinâmicas funcionam como espaços recorrentes de exposição e permitem demonstrar produtos e serviços dentro do próprio conteúdo.

A edição de 2026 estreia com pacote comercial ampliado. São 15 marcas distribuídas em ao menos 18 cotas publicitárias, além de espaços ligados a dinâmicas fixas do programa e extensões fora da TV. A expectativa do mercado é que o faturamento ultrapasse R$ 1 bilhão, com possibilidade de novas entradas ao longo das primeiras semanas.

Entre os patrocinadores com presença recorrente estão Amstel e McDonald’s, que completam seis edições consecutivas. Mercado Livre e Ademicon também seguem no programa, assim como CIF, iFood, Electrolux e Ajinomoto.

Entre as estreantes estão Mercado Pago, Betano, Nivea, Super Cimed e TIM. Algumas marcas também adquiriram cotas pontuais ligadas a provas, mercados e quadros do reality, a exemplo de Mercado Livre, Mercado Pago, Nestlé, MRV e Nívea.

As estratégias variam conforme o segmento. Plataformas digitais e financeiras apostam em recorrência e familiarização com serviços. Marcas de consumo usam provas, festas e o cotidiano da casa para ampliar frequência e lembrança. Já empresas de serviços e bens duráveis exploram associações com planejamento financeiro, tecnologia e rotina doméstica.

O Mercado Livre, por exemplo, usa o BBB para ampliar frequência de compra e integrar visibilidade a recomendações e cupons, com foco em categorias como moda e beleza e no uso de afiliados. Já o iFood ampliou a cota para transformar atenção em uso recorrente do aplicativo, sustentando uma campanha de ofertas ao longo dos quase 100 dias.

A Betano entra para ampliar entendimento sobre apostas online, com foco em informação e jogo responsável. A MRV mantém a estratégia de associar o programa à conversa sobre compra do primeiro imóvel, com presença em provas e festas do líder.

A Electrolux usa o reality como ponto de contato com o cotidiano. A Amstel mantém o BBB como vitrine nacional para seu portfólio e ativações dentro e fora da casa. A Nestlé, por sua vez, associa produtos a momentos de consumo e leva ao centro do programa a iniciativa de acessibilidade Rótulos que Falam.

A Nivea estreia como única marca de cuidados com a pele da edição, integrando o portfólio à rotina da casa, enquanto a TIM usa o programa para ampliar visibilidade do 5G e do plano Controle, com presença em provas, festas e estratégias digitais com creators. A Ademicon mantém a cota Top de 5 para reforçar educação financeira e o consórcio como ferramenta de planejamento.

A Super Cimed estreia como principal vitrine para o lançamento da nova marca de cuidados pessoais do grupo, com presença no banheiro e em quadros do programa. Fora das cotas principais, a Panobianco assina a academia da casa pelo segundo ano, com equipamentos iguais aos das unidades da rede.

Tecnologia e engajamento

O BBB 26 amplia o uso de tecnologia. A transmissão passa a contar com recursos de inteligência artificial para apoio na seleção de enquadramentos e geração de análises contextualizadas, com supervisão humana. No Globoplay, o público logado poderá votar pelo controle remoto em aparelhos compatíveis, reduzindo fricção e ampliando participação.

Fora da TV, o programa mantém ativações como o BBB Experience, em São Caetano do Sul, que recria ambientes da casa em escala real, e lança o Cartola BBB, versão do fantasy game da Globo voltada ao entretenimento. As extensões reforçam o reality como plataforma que combina audiência, dados, engajamento e monetização.

Na edição anterior, o reality alcançou 128,7 milhões de brasileiros, cerca de 80% dos lares do País, com audiência superior à soma das TVs abertas e dos streamings, segundo a Kantar Ibope Media. O desempenho sustenta o BBB como principal ativo comercial do calendário da emissora e explica o aumento de cotas e a diversificação de formatos em 2026.

O programa segue sob apresentação de Tadeu Schmidt e adota mudanças no elenco, com três grupos — famosos, anônimos e veteranos — e seleção regionalizada dos anônimos por casas de vidro em diferentes capitais. A estrutura editorial permanece sob direção-geral de Angélica Campos e Mario Marcondes, com produção executiva de Rodrigo Tapias, direção de gênero de Rodrigo Dourado e produção de Mariana Mónaco.

Acompanhe tudo sobre:Big Brother Brasilestrategias-de-marketing

Mais de Marketing

BBB 26: Juliette fala em 'porcentagem' no paredão com Sarah — e era marketing

Maior show da história do Super Bowl com Bad Bunny vira case de influência cultural

A marca que vem sacudindo o tênis masculino (e não é a Nike)

EXCLUSIVO: Bluefit quer triplicar operação em três anos, diz CEO