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Se o gringo está trazendo dinheiro para a bolsa, é hora de comprar, diz Jakurski

Sócio-fundador da JGP acredita que o investidor ainda não colocou eleição presidencial no radar de riscos

André Jakurski: regra número 1 é acompanhar o que o gringo está fazendo (BTG Pactual/Divulgação)

André Jakurski: regra número 1 é acompanhar o que o gringo está fazendo (BTG Pactual/Divulgação)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 18h38.

André Jakurski, sócio-fundador da JGP, acredita que o fluxo estrangeiro no mercado de ações deveria ser acompanhado pelo investidor local.

"No Brasil a regra número um [é acompanhar] o que o gringo está fazendo. [...] Se o dinheiro está entrando, meu amigo, compra, é a regra básica", disse ele, durante participação no CEO Conference, realizado pelo BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME). Jakurski esteve no painel com outros dois gestores de peso: Luis Stuhlberger, da Verde Asset, e Rogerio Xavier, sócio-fundador SPX Capital. André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG, mediou a conversa.

"Os mercados financeiros não pensam em múltiplas variáveis ao mesmo tempo, é uma variável de cada vez", disse Jakurski, quando questionado sobre o impacto das eleições no fluxo estrangeiro na bolsa. "A variável agora é: o dinheiro está entrando", disse ele.

Para o gringo, a bolsa brasileira parece barata porque esse investidor tem um custo de capital diferente do investidor brasileiro. O estrangeiro, segundo o gestor, ainda percebe o Brasil como um país de commodities.

"No dia que arrefecer o ritmo frenético de entrada de dinheiro no Brasil, a bolsa também vai diminuir o ritmo. E depois, quando a gente chegar mais perto da eleição, aí o mercado vai se preocupar com eleição", afirmou. Mas para o gestor, o mercado "nem está pensando no assunto".

"Se o Lula for reeleito, é o quarto mandato dele, é uma coisa conhecida, não é uma coisa que vai ser uma mudança", acredita Jakurski.

"Eu me lembro quando o Lula foi eleito pela primeira vez, foi um horror, de medo. O dinheiro foi embora, o câmbio saiu de R$ 2,40 para R$ 4,20. Isso não vai acontecer agora. Não tem esse cliff effect, de cair do precipício — vai ser um plano inclinado."

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