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Prata recua mais 7% após após atingir máxima histórica em 2025

A cotação da prata superou os US$ 75 dólares pela primeira vez na sexta, 26, em meio a um rali dos metais no fim do ano

Apesar da retração recente, a prata segue em trajetória de valorização expressiva no ano, com alta de mais de 156% (asbe/iStock/Getty Images)

Apesar da retração recente, a prata segue em trajetória de valorização expressiva no ano, com alta de mais de 156% (asbe/iStock/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 29 de dezembro de 2025 às 11h23.

A prata registra uma queda acentuada nesta segunda-feira, 29, após ter superado na sexta, 26, pela primeira vez, a barreira simbólica de US$ 75 por onça (31,1 gramas). Às 11h01, o preço da prata, acompanhado pelo iShares Silver Trust, caía 7,24%, cotada perto de US$ 66.

O movimento ocorre depois de um rali de fim de ano que levou o metal a um novo recorde na sexta, impulsionado por incertezas econômicas, riscos geopolíticos e forte demanda especulativa.

Antes do recorde, na quinta, 25, o preço do metal estava 59,9% acima da média de 200 dias, de US$ 37,11, após saltar para 63% acima desse nível no dia anterior.

Segundo informações do portal Dow Jones, na ocasião o Sundial Capital Research, que faz análises de sentimento de mercado e estratégias de investimento, classificou o nível de desvio em relação a essas médias como "histórico", mas apontou o risco de que uma reversão estava próxima.

"A última vez antes desta que as condições foram tão extremas foi em abril de 2011, quando os preços despencaram até 25,8% nos meses seguintes", disseram os analistas da Sundial em nota.

Nesta segunda, os investidores aproveitaram o movimento de alta para realizar lucros, pressionando o preço da commodity.

Prata como ativo de refúgio

Parte da valorização da prata neste ano foi sustentada por fluxos especulativos, compras de bancos centrais, entradas de ETFs e expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos.

Ao longo de 2025, tanto a prata como o ouro tornaram-se ativos procurados também para preservação de valor no longo prazo. Eles costumam ser comprados por bancos centrais e investidores privados como proteção em períodos de incerteza.

Esses metais ganharam ainda mais espaço diante da perda de atratividade de outros ativos tradicionalmente defensivos. Segundo analistas, a escalada das cotações foi favorecida pelo risco geopolítico associado ao conflito entre Estados Unidos e Venezuela.

No âmbito geopolítico, o mercado também acompanha nesta segunda os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre negociações de paz com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky sobre o conflito com a Rússia.

Os dois líderes se encontraram neste domingo, 28, na Flórida, nos EUA, para debater a proposta de paz de 20 pontos que visa encerrar a guerra de quase quatro anos entre Ucrânia e Rússia.

Trump afirmou que o acordo está "95% concluído", embora ainda existam pontos sensíveis em negociação e nenhum entendimento tenha sido oficialmente fechado. Segundo o republicano, as partes podem chegar a um acordo em "algumas semanas", apesar da existência de "uma ou duas questões espinhosas".

Apesar da retração recente, a prata segue em trajetória de valorização expressiva no ano, com alta de mais de 156%.

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