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(Reprodução/LinkedIn)
Redação Exame
Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 15h28.
Enquanto parte do mercado corporativo associa alta performance a rotinas que começam antes do amanhecer, Demis Hassabis segue lógica oposta.
O CEO do Google DeepMind inicia seu segundo turno de trabalho às 22h e frequentemente avança até as 4h da manhã. À frente de uma das divisões mais estratégicas do Google e também fundador da startup multibilionária Isomorphic, ele lidera operações que movimentam bilhões em investimentos e moldam o futuro da inteligência artificial. As informações foram retiradas da Fortune.
Hassabis construiu uma trajetória marcada por decisões estratégicas de alto impacto. Em 2014, vendeu a DeepMind para o Google em um movimento que gerou reação imediata no setor de tecnologia.
Desde então, Hassabis passou a supervisionar todos os empreendimentos de inteligência artificial do Google, incluindo o desenvolvimento do Gemini.
A expansão consolidou a empresa como um dos principais polos globais de inovação em IA, área que concentra investimentos bilionários e disputa intensa por liderança tecnológica.
Em paralelo, o executivo fundou a Isomorphic, startup voltada ao uso de inteligência artificial para solucionar doenças. A empresa já nasce inserida em um ambiente de alto valor agregado e risco calculado, combinando ciência, tecnologia e capital estratégico.
Hassabis afirma dormir cerca de seis horas por noite e organiza sua agenda para maximizar produtividade. Durante o dia, concentra reuniões em sequência quase sem intervalos. À noite, reserva horas para pensamento estratégico e pesquisa.
“Eu não durmo muito”, disse no podcast Titans and Disruptors of Industry da Fortune. “Chego em casa, passo um tempinho com a família, janto e aí começo o segundo dia de trabalho por volta das 22h, indo até às 4h da manhã, quando me dedico ao pensamento, ao trabalho criativo e à pesquisa. E tem funcionado.”
Sob a ótica de finanças corporativas, a lógica é clara. Em negócios intensivos em inovação, o principal ativo é intelectual. A alocação eficiente do tempo da liderança impacta decisões de investimento, direcionamento de pesquisa e priorização de projetos que podem gerar retorno exponencial.
Outros executivos citados pela Fortune também operam fora do padrão tradicional. Brian Chesky, CEO do Airbnb, concentra produtividade à noite. Alexis Ohanian, cofundador do Reddit, mantém rotina noturna semelhante. Scott Mellin, da Salomon, dedica manhãs ao esporte antes de iniciar o expediente ao meio-dia.
O ponto em comum não é o horário, mas a autonomia estratégica. Em empresas avaliadas em dezenas de bilhões de dólares, líderes estruturam agendas de acordo com os momentos de maior clareza decisória.
Para o mercado financeiro, a mensagem é objetiva. Liderar negócios de alto crescimento exige disciplina na gestão de recursos tangíveis e intangíveis. Capital, talento e tempo precisam estar alinhados a uma estratégia capaz de sustentar inovação, mitigar riscos e gerar retorno consistente.
A rotina de Hassabis pode fugir do convencional, mas revela uma característica central das empresas que lideram a nova economia. A vantagem competitiva não está apenas na tecnologia desenvolvida, mas na capacidade de seus líderes de transformar conhecimento em valor econômico de longo prazo.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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