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PicPay entra com pedido para lançar ações na bolsa de Nova York

É a segunda vez que o banco digital controlado pela 'holding' J&F faz pedido de oferta pública na SEC

PicPay: janela de oportunidade após retomada de IPO nos EUA (Rogério Cassimiro/Divulgação)

PicPay: janela de oportunidade após retomada de IPO nos EUA (Rogério Cassimiro/Divulgação)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 08h13.

O banco digital PicPay, controlado pela J&F, entrou com pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) junto à Securities Exchange Comission (SEC), marcando a segunda tentativa da companhia de acessar o mercado de capitais nos Estados Unidos. A empresa pretende listar seus papéis na Nasdaq sob o ticker “PICS”.

Nos documentos protocolados junto ao órgão regulador do mercado americano, a fintech informou que registrou lucro líquido de R$ 313,8 milhões nos nove primeiros meses de 2025, encerrados em 30 de setembro. O resultado representa um avanço relevante em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de R$ 172 milhões.

A receita total no período somou R$ 7,26 bilhões, quase o dobro dos R$ 3,78 bilhões apurados nos nove primeiros meses de 2024.

O crescimento também apareceu no volume transacionado pela plataforma. Segundo o prospecto, o volume total de pagamentos (TPV) alcançou R$ 392,46 bilhões nos nove meses encerrados em setembro de 2025, uma alta de cerca de 32% na comparação anual, indicando maior uso dos serviços financeiros oferecidos pelo aplicativo.

Seca de IPOs no Brasil pode acabar em 2026; retomada não depende só da queda dos juros

PicPay é controlado pela dona da JBS

Controlado pela holding J&F — que também detém a processadora de carnes JBS —, o PicPay havia engavetado planos de IPO em 2021, em meio a condições de mercado desfavoráveis. Agora, a empresa tenta aproveitar a reabertura gradual da janela de ofertas nos Estados Unidos, após quase três anos de atividade reduzida no mercado de capitais.

O mercado de IPOs norte-americano mostrou sinais de recuperação em 2025, embora a volatilidade recente — influenciada por tarifas de importação do governo Donald Trump, uma paralisação prolongada do governo dos EUA e a queda das ações ligadas à inteligência artificial no fim do ano passado — tenha limitado uma retomada mais robusta.

Analistas projetam uma recuperação mais consistente em 2026, com fintechs e empresas de criptoativos sinalizando planos de abertura de capital.

A PicPay informou que pretende usar os recursos captados no IPO para fins corporativos gerais, incluindo capital de giro, despesas operacionais, atendimento a exigências regulatórias de capital e investimentos.

Citigroup, BofA Securities e RBC Capital Markets atuam como coordenadores globais da oferta.

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