Invest

Petrobras volta a medir vento em plataformas no mar de olho em parques eólicos offshore

O sensor óptico LiDAR utiliza feixes de laser para medir a velocidade e direção do vento, de 30 a 200 metros de altura, gerando dados compatíveis com o ambiente de operação das turbinas eólicas

A Petrobras instalou em 2013 a primeira torre anemométrica do País em ambiente offshore (Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo)

A Petrobras instalou em 2013 a primeira torre anemométrica do País em ambiente offshore (Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo)

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

Agência de notícias

Publicado em 31 de agosto de 2023 às 15h40.

A Petrobras vai instalar seis novos dispositivos de medição de vento em plataformas, que vão avaliar a viabilidade dos novos parques eólicos offshore que a estatal pretende construir no Brasil. Os sistemas de medição LiDAR (Light Detection and Ranging) serão instalados em unidades no Rio Grande do Norte, Ceará e Espírito Santo, informou a estatal nesta quinta-feira.

"Os equipamentos integram novas campanhas de medição eólica, que serão realizadas ao longo de três anos. Os dados coletados permitirão a elaboração de uma avaliação detalhada em diferentes áreas do País com elevado potencial para desenvolvimento de parques eólicos offshore", disse a companhia, informando que os sensores serão alimentados por placas solares ou pelos sistemas das próprias plataformas.

Como funciona?

O sensor óptico LiDAR utiliza feixes de laser para medir a velocidade e direção do vento, de 30 a 200 metros de altura, gerando dados compatíveis com o ambiente de operação das turbinas eólicas.

O primeiro equipamento foi instalado e está operando na plataforma fixa PAG-2 no Rio Grande do Norte, que há 10 anos havia recebido a primeira torre anemométrica no mar do Brasil, o que permitiu a demonstração do potencial de utilização da tecnologia LiDAR para medição do vento em plataformas e a elaboração do primeiro Atlas do Potencial Eólico Offshore na região, que era o objetivo da pesquisa. Os outros cinco sensores serão instalados ao longo dos próximos 12 meses.

A Petrobras instalou em 2013 a primeira torre anemométrica do País em ambiente offshore. A torre de 85 metros foi instalada inicialmente na Plataforma PAG-02, no Rio Grande do Norte, e posteriormente em três outras plataformas no Rio Grande do Norte e Ceará. Além de avaliar o perfil de velocidade do vento, essencial para a definição da altura de instalação dos aerogeradores, o teste de campo validou a capacidade de medição do LiDAR, informou a Petrobras.

"A instalação do LIDAR na PAG-2, há uma década, mostra que a Petrobras é uma empresa inovadora, que sempre buscou superar a barreira do conhecimento. Estamos focados no que há de mais moderno em tecnologias para produção de energias e investimos em pesquisa e desenvolvimento, ligadas à transição energética justa e inclusiva, visando o futuro da companhia", disse em nota o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

Ele afirmou ainda, que o mundo está seguindo na direção da energia renovável e que o propósito da empresa é abrir uma nova fronteira de energia limpa e renovável no Brasil, aproveitando a expressiva diversidade de fontes energéticas do País.

Menos custos

O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, explica que além de ser mais ágil, a instalação dos equipamentos em plataformas da companhia reduz custos.

"A campanha de medição é a primeira etapa para o desenvolvimento de projetos de energia eólica e o uso de equipamentos instalados nas plataformas fixas traz maior agilidade e menores custos aos estudos que, nesse caso, dispensam a instalação de torres anemométricas ou boias", afirmou Tolmasquim.

Os dados obtidos, informou o diretor, permitirão definir o potencial para implantação de um parque eólico e, uma vez que ocorra um processo para outorga dos direitos sobre a área para geração de energia, o projeto de engenharia e escolha das tecnologias mais adequadas.

Além da nova iniciativa, em seis plataformas em águas rasas, na Plataforma de Rebombeio Autônoma (PRA-1), na Bacia de Campos, uma campanha de medição por LiDAR está em curso desde 2020. A PRA-1 está instalada em local com cerca de 100 metros de profundidade, a 120 km do litoral.

"As medições na PRA-1 permitirão aprimorar o conhecimento das características de longo prazo do vento, em uma região com muitas sinergias com as atividades de E&P da companhia", informou a Petrobras.

A expectativa do mercado é de que o marco regulatório da geração de energia eólica offshore seja definido ainda este ano e os primeiros projetos entrem em operação no início da próxima década.

Acompanhe tudo sobre:PetrobrasEnergia eólica

Mais de Invest

A queda da Barbie? Ações da Mattel despencam 24% após fraco desempenho no fim de ano

Domino’s nomeia um veterano do McDonald’s como seu novo CEO

País não sobrevive se metade das pessoas recebe cheque do governo, diz Stuhlberger

Produção da Petrobras cresce 19% no 4º trimestre, puxada pelo pré-aal