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Petrobras, Prio e Brava caem até 7% e limitam alta do Ibovespa

O movimento do mercado reflete o anúncio feito pelo Irã nesta sexta-feira de reabrir totalmente o Estreito de Ormuz, após semanas de restrições

O outro lado do Ibovespa: ações cíclicas e industriais lideram as altas. Os papéis da Vamos (VAMO3) e da Usiminas (USIM5) sobem mais de 5% (Germano Lüders/Exame)

O outro lado do Ibovespa: ações cíclicas e industriais lideram as altas. Os papéis da Vamos (VAMO3) e da Usiminas (USIM5) sobem mais de 5% (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 17 de abril de 2026 às 11h05.

As ações de petroleiras lideram as quedas do Ibovespa nesta sexta-feira, 17, após o anúncio de reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, movimento que derrubou os preços do petróleo e pressionou o setor no pregão.

Por volta das 10h40, os papéis da Prio (PRIO3) caíam cerca de 7%, registrando a maior baixa do dia. Na sequência, aparecem as ações da Petrobras, com os papéis ordinários (PETR3) em queda de 5,40% e os preferenciais (PETR4) recuando 5,35%. Também figuram entre as principais perdas Brava Energia (BRAV3), que cedia 4,27%, e PetroRecônncavo (RECV3), com queda de 2,80%.

Outras ações também operavam no campo negativo, incluindo Braskem, Fleury, Ultrapar, Vibra Energia e SLC Agrícola.

Ibovespa tem leve alta

Apesar do forte recuo das petroleiras, o Ibovespa conseguia se manter no campo positivo, embora com ganhos mais modestos ao longo da manhã. Às 10h40, o índice subia 0,34%, aos 197.478 pontos, após ter avançado quase 1% na abertura, impulsionado inicialmente pelo alívio no cenário geopolítico.

Na ponta oposta, ações cíclicas e industriais lideravam as altas. Os papéis da Vamos (VAMO3) e da Usiminas (USIM5) subiam mais de 5%.

Entre as blue chips, o desempenho positivo ajudava a sustentar o índice. As ações da Vale (VALE3), que têm peso relevante na composição do Ibovespa, avançavam mais de 1%. O setor bancário também contribuía, com destaque para os papéis preferenciais do Bradesco (BBDC4), que subiam quase 3%.

Reabertura do Estreito de Ormuz, menos para o Irã

O movimento do mercado reflete o anúncio feito pelo Irã nesta sexta-feira de reabrir totalmente o Estreito de Ormuz, após semanas de restrições provocadas pelo conflito recente.

O ministro das Relações Exteriores do país, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que todas as embarcações comerciais poderão transitar livremente pela rota até o fim do cessar-fogo, previsto para a próxima quarta-feira, 22.

A decisão ocorre após o bloqueio de uma das principais rotas globais de petróleo, responsável por cerca de um terço do transporte marítimo da commodity, o que havia elevado os preços e intensificado preocupações inflacionárias. Com a reabertura, o petróleo recua, pressionando as ações do setor.

Apesar do alívio inicial, o cenário ainda impõe cautela. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, embora o estreito esteja aberto ao tráfego comercial, o bloqueio naval contra o Irã seguirá em vigor até a conclusão total das negociações entre os países.

"O Estreito de Ormuz está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossas negociações com o Irã estejam 100% concluídas. Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada", afirmou Trump em sua plataforma Truth Social.

A sinalização mantém parte das incertezas no radar e ajuda a explicar por que o Ibovespa perdeu força após a abertura, mesmo diante de um ambiente externo mais favorável.

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