Ibovespa: bloco dos grandes bancos avança (Patricia Monteiro/Bloomberg)
Repórter de Invest
Publicado em 2 de junho de 2026 às 11h01.
Última atualização em 2 de junho de 2026 às 17h28.
O Ibovespa avança nesta terça-feira, 2, após fechar em queda na véspera pela quinta sessão consecutiva. Às 11h, o principal índice acionário da B3 subia 0,58%, aos 173.195 pontos. As principais ações do índice mostram recuperação hoje. Já no exterior, o clima é mais favorável ao risco, com os investidores acompanhando dados de inflação da zona do euro e indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos.
No mercado do câmbio, o dólar registrava queda de 0,16%, cotado a R$ 5,015.
Dos 79 papéis que compõem o Ibovespa, pelo menos 61 estavam em alta com destaque para MRV (MRVE3), que subia 2,27%; B3 (B3SA3), com alta de 1,85%, e C&A (CEAB3), que subia 1,85%.
Os papéis da Petrobras iniciaram as negociações estáveis, mas com viés de alta, com ligeiro avanço de 0,12%, no caso das ordinárias (PETR3) e de 0,07% nas preferenciais (PETR4). Entre as maiores altas do índice apareciam Usiminas (1,80%), MRV (1,75%) e B3 (1,60%).
Já o setor financeiro avança em bloco, liderado pelo B3 que é seguida pelo Bradesco (BBDC4), com alta de 1,12%. Logo em seguida, o Banco do Brasil (BBAS3) registra valorização de 0,73%, assim como as units do Santander (SANB11) e do BTG Pactual (BPAC11), que avançam 0,37% e 0,74%, respectivamente. O Itaú Unibanco (ITUB4) acompanha o ritmo positivo com ganho de 0,79%.
As commodities também contribuem. A Vale (VALE3) ganha força, subindo 2,26%, em meio à melhora do humor com a economia chinesa.
O petróleo devolve parte dos fortes ganhos registrados na véspera, à medida que investidores voltam a apostar em uma solução diplomática para a guerra. O contrato do WIT opera estável, com ligeira alta de 0,10%, cotado a US$ 92.23. O tipo Brent também está no zero a zero com leve queda de 0,07%, a US$ 94.96. Na segunda-feira, 1º, os contratos haviam disparado mais de 5% após relatos de que Teerã poderia interromper as negociações com Washington.
A mudança de humor veio depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as conversas com o Irã continuam avançando, apesar das declarações anteriores de autoridades iranianas indicando um possível abandono das negociações.
Nos EUA, os principais índices operam em leve queda após renovarem máximas históricas no pregão anterior. O Dow Jones recuava 0,21%, enquanto o S&P 500 perdia 0,11% e o Nasdaq Composite cedia 0,08%, praticamente estável, em um movimento de cautela diante dos desdobramentos das negociações no Irã.
O destaque negativo do dia é a Alphabet, que caía mais de 3% depois de anunciar uma captação de US$ 80 bilhões para financiar a expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial (IA). O plano inclui um aporte de US$ 10 bilhões da Berkshire Hathaway e levantou questionamentos sobre o elevado custo da corrida por IA.
Por outro lado, a Nvidia avançava cerca de 1%, enquanto a Hewlett Packard Enterprise disparava 36% após divulgar projeções acima das expectativas do mercado e elevar suas estimativas para o ano.
Já a Marvell Technology saltava 20% depois que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, dizer que a fabricante de semicondutores pode se tornar a próxima empresa do setor a atingir valor de mercado de US$ 1 trilhão.
O mercado estadunidense aguarda, ainda, a divulgação do relatório Jolts de vagas em aberto referente a abril, programada para 11 horas.
Na Europa, as bolsas retomam o fôlego depois das perdas da véspera. O índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,46%, aos 624,08 pontos. O DAX, da Alemanha, avançava 0,49%, enquanto o CAC 40, da França, ganhava 0,42%. Em Londres, o FTSE 100 tinha alta mais moderada, de 0,19%, e o FTSE MIB, da Itália, liderava os ganhos entre as grandes bolsas europeias, com valorização de 0,96%.
Os investidores europeus também repercutem os dados de inflação da zona do euro. O índice de preços ao consumidor acelerou para 3,2% em maio, em linha com as projeções do mercado, reforçando as expectativas de que o Banco Central Europeu mantenha uma postura cautelosa em relação aos juros diante da pressão persistente dos preços de energia.
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão sem direção definida. As bolsas chinesas lideraram os ganhos, com o Hang Seng, de Hong Kong, avançando 2,4% e o CSI 300 subindo 1,45%. Em contrapartida, o Nikkei japonês caiu 0,3% e o Kospi sul-coreano recuou 0,15%, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas.