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De saída da Bolsa, Gol dispara 9%: saiba como vender a ação

A companhia aérea informou que a CVM concedeu o registro da OPA de suas ações preferenciais, etapa necessária para a saída da B3

Gol: de saída da bolsa, ação dispara (Leandro Fonseca/Exame)

Gol: de saída da bolsa, ação dispara (Leandro Fonseca/Exame)

Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 14h35.

A Gol informou que na noite de quinta-feira, 30, que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concedeu o registro da oferta pública de aquisição (OPA) de suas ações preferenciais, etapa necessária para a saída da companhia do Nível 2 de Governança Corporativa da B3 e para o fechamento de capital no Brasil.

O preço da oferta foi fixado em R$ 11,45 por lote de mil ações preferenciais, com leilão marcado para 19 de fevereiro, na Bolsa de Valores. A aprovação do registro pela CVM é condição para o cancelamento do registro de companhia aberta.

Em meio à divulgação da notícia, as ações da companhia avançam com força nas negociações desta sexta, 30. Os papéis GOLL54 abriram o dia em alta e, às 13h38, subiam 9,64%, cotados a R$ 11,37.

O valor está próximo ao preço definido na OPA, de R$ 11,45 por lote de mil ações, e acima dos R$ 10,13 indicados no laudo de avaliação elaborado pela Apsis Consultoria Empresarial.

Gol anunciou em outubro plano para fechar capital no Brasil

A Gol anunciou em outubro que pretendia fechar seu capital no Brasil como parte de seu plano de reestruturação. A medida, divulgada em fato relevante no dia 13 daquele mês, tem como objetivo simplificar a estrutura operacional da empresa e reduzir custos.

Com o fechamento concluído, a Azul passará a ser a única companhia aérea com capital aberto no Brasil, já que a Latam mantém suas ações listadas no mercado chileno.

A oferta foi apresentada pela Abra, holding controladora da Gol e da Avianca. A aérea concluiu sua reestruturação financeira por meio do Chapter 11 em 6 de junho de 2025, após 498 dias desde o pedido feito em janeiro de 2024, processo que envolveu a reestruturação de aproximadamente R$ 23,7 bilhões em dívidas.

Como vender as ações

A companhia aérea também divulgou na noite de ontem um manual com instruções para os acionistas se desfazerem de suas ações. Segundo a empresa, a adesão à oferta pública de aquisição não é automática.

Para participar do leilão, o acionista precisa manifestar interesse por meio de uma corretora habilitada na B3.

O investidor deve ter conta ativa em uma corretora de valores e solicitar a habilitação para o leilão até 18 de fevereiro de 2026. Também é necessário manter o cadastro atualizado e, se exigido, encaminhar documentos como RG, CPF e comprovante de residência.

Além disso, o acionista deve autorizar a transferência das ações GOLL54 para a carteira específica da OPA na B3 (carteira 7105-6), dentro dos prazos previstos no edital. Papéis bloqueados não poderão ser vendidos.

O ticker GOLL54 representa um lote de mil ações, o que significa que cada ação individual tem valor inferior a um centavo.

A venda das ações, porém, não é obrigatória. Caso o investidor não queira aderir à OPA, os papéis deixarão o Nível 2 de governança e passarão a ser negociados no segmento básico da B3, com menor liquidez.

Com a conclusão da reestruturação, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A. será incorporada pela Gol Linhas Aéreas S.A. Nesse cenário, o investidor passará a deter participação em uma companhia fechada, sem negociação em bolsa.

Se não vender no leilão, o acionista ainda poderá alienar os papéis no prazo de 30 dias após a liquidação da OPA, pelo mesmo preço da oferta, corrigido pela taxa Selic acumulada pro rata, proporcional ao tempo, desde a data do leilão até o pagamento.

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