Invest

Caged, IPP, Jolts e confiança nos EUA: o que move os mercados

Além dos dados, agenda dos investidores também direciona a atenção ao novo Plano Safra e ao balanço da Nike

Agenda do mercado: mercado doméstico ainda acompanhará, às 14h30, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), um dos principais termômetros do mercado de trabalho formal

Agenda do mercado: mercado doméstico ainda acompanhará, às 14h30, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), um dos principais termômetros do mercado de trabalho formal

Publicado em 30 de junho de 2026 às 05h30.

Priorizar nos meus resultados Google

Depois de um pregão de pouca liquidez e sem direção definida na B3, os investidores iniciam esta terça-feira, 30, com uma agenda carregada de indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos, além de compromissos políticos e da divulgação de um balanço corporativo relevante em Wall Street. Os dados do dia devem ajudar o mercado a calibrar as expectativas para a atividade econômica, inflação, mercado de trabalho e situação fiscal dos dois países.

No Brasil, as atenções se concentram logo no início da manhã sobre a situação das contas públicas. Às 8h30, o Ministério da Fazenda divulga os dados do superávit orçamentário e do balanço orçamentário, enquanto o Banco Central publica as Estatísticas Fiscais, com números atualizados sobre a dívida pública.

Na divulgação anterior, referente a abril, o superávit orçamentário foi de R$ 24,624 bilhões, enquanto o balanço orçamentário mostrou déficit de R$ 60,139 bilhões. Já a Dívida Líquida do Setor Público correspondia a 67,4% do PIB, e a Dívida Bruta do Governo Geral estava em 80,4% do PIB.

Na sequência, às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de maio, indicador que mede a variação dos preços recebidos pelos produtores antes que os produtos cheguem ao consumidor final. Na última leitura, o índice registrou alta de 2,63%, e os números podem oferecer novos sinais sobre a dinâmica inflacionária da economia brasileira.

O mercado doméstico ainda acompanhará, às 14h30, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), um dos principais termômetros do mercado de trabalho formal. Na divulgação anterior, o saldo foi de 85,89 mil vagas, desempenho que ficou bem abaixo das expectativas do mercado, que projetava cerca de 230 mil novos postos.

O que acompanhar no exterior

Nos Estados Unidos, a agenda também ganha relevância, especialmente para investidores que acompanham os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Às 11h, será divulgado o relatório Jolts, que mede a abertura de vagas de emprego no país. O consenso de mercado espera uma redução para 7,280 milhões de postos disponíveis em maio, ante 7,618 milhões registrados anteriormente. O indicador é acompanhado de perto pelo Fed por oferecer sinais sobre o grau de aquecimento do mercado de trabalho americano.

No mesmo horário, o Conference Board divulga o índice de confiança do consumidor. A expectativa é de uma leve melhora, passando de 93,1 para 94,2 pontos, refletindo a percepção das famílias sobre a economia e suas perspectivas de consumo.

Já no fim do dia, às 17h30, a American Petroleum Institute (API) publica os dados semanais dos estoques de petróleo bruto. O indicador costuma influenciar as cotações da commodity, especialmente após as recentes oscilações provocadas pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.

Política e Plano Safra entram no radar

Além dos indicadores econômicos, a agenda política também pode movimentar os mercados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncia o Plano Safra 2026-2027, programa que define o volume de crédito e incentivos destinados ao agronegócio, setor que possui peso relevante na economia brasileira.

Na Câmara dos Deputados, pode avançar a análise da proposta que autoriza o governo federal a utilizar o aumento extraordinário da arrecadação decorrente da alta internacional do petróleo para compensar a redução de tributos federais sobre combustíveis e biocombustíveis.

No Senado, a Comissão de Meio Ambiente realiza audiência pública para discutir o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, tema que ganha importância diante da crescente demanda global por insumos utilizados na transição energética.

Nike testa confiança dos investidores

No calendário corporativo internacional, o principal destaque fica para a divulgação do balanço da Nike.

Os investidores acompanharão os resultados em busca de sinais de que a estratégia de reestruturação conduzida pelo CEO Elliott Hill começa a produzir efeitos. Nos últimos meses, a companhia promoveu mudanças na liderança, contratou um novo diretor financeiro e reforçou iniciativas para acelerar a inovação e recuperar participação de mercado.

Apesar dessas medidas, Wall Street segue cautelosa quanto à velocidade dessa recuperação. Recentemente, a KeyBanc reduziu sua recomendação para as ações da empresa de compra para neutra, argumentando que os avanços ainda ocorrem de forma gradual. O sentimento também aparece entre os analistas que acompanham a companhia: a maioria mantém recomendação neutra para os papéis.

Acompanhe tudo sobre:Agenda do diaMercadosMercado financeiroIndicadores econômicos

Mais de Invest

Como a Riachuelo está se adaptando a uma primavera chuvosa com cara de inverno

On, a 'suíça que cobra caro', mira US$ 7 bilhões em vendas até 2029

Ibovespa tenta 3ª alta com Petrobras; dólar segue exterior e avança

Hypera, RD Saúde e Pague Menos: quem ganha (e quem perde) com canetas no SUS?