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Justiça dos EUA amplia bloqueio à fusão entre Paramount e Warner Bros.

A juíza Araceli Martinez-Olguin prorrogou por mais 14 dias a ordem que impede a compra da Paramount, avaliada em US$ 111 bilhões

Warner e Paramount: empresas poderiam finalizar a fusão nesta quarta-feira, 22, mas o bloqueio extendeu esse prazo para, no mínimo, o dia 18 de agosto. (Mario Tama/Getty Images)

Warner e Paramount: empresas poderiam finalizar a fusão nesta quarta-feira, 22, mas o bloqueio extendeu esse prazo para, no mínimo, o dia 18 de agosto. (Mario Tama/Getty Images)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 23 de julho de 2026 às 18h36.

Última atualização em 23 de julho de 2026 às 18h54.

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Um juiz federal dos Estados Unidos prorrogou nesta quinta-feira, 23, por mais 14 dias, a ordem que impede a conclusão da fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Com a decisão, o acordo não poderá ser fechado antes de 18 de agosto. A compra, avaliada em US$ 111 bilhões, foi bloqueada nesta segunda-feira, 20, por uma decisão da juíza distrital dos EUA Araceli Martínez-Olguín, em Oakland, na California.

A extensão do bloqueio também foi assinada por Martínez-Olguín, que marcou uma audiência para 3 de agosto, quando deverá decidir se a suspensão temporária da aquisição será prorrogada por tempo indeterminado. Na decisão de segunda-feira, a juíza afirmou que os estados apresentaram "questões sérias relacionadas ao mérito" ao contestarem a fusão.

Com a medida, Paramount e Warner Bros. terão de adiar a conclusão da transação enquanto o Judiciário analisa uma ação apresentada por estados americanos contra a operação. Inicialmente, as empresas poderiam finalizar a fusão nesta quarta-feira, 22, mas o bloqueio extendeu esse prazo para, no mínimo, o dia 18 de agosto.

O processo foi aberto, em 13 de julho, pela Califórnia e outros 11 estados, que tentam impedir a fusão entre as companhias. A contestação sustenta que a combinação de dois dos cinco maiores estúdios de Hollywood reduziria a concorrência na distribuição de filmes e de conteúdo destinado à TV a cabo.

Extensão do bloqueio

A Writers Guild of America também entrou com uma contestação separada contra a operação. O sindicato argumenta que a fusão poderia pressionar os salários de roteiristas e resultar em uma maior uniformização de conteúdos.

A ordem inicial de bloqueio havia sido emitida na segunda-feira e suspendia temporariamente o avanço do negócio enquanto a Justiça analisava o pedido de liminar. A decisão desta quinta-feira mantém a suspensão até a próxima etapa do processo.

A Paramount defende a realização de uma audiência de três dias no fim de agosto, alegando que precisa interrogar testemunhas apresentadas pelos estados. Já os procuradores-gerais pedem que a juíza decida sobre a liminar sem uma audiência prolongada.

Na decisão de quinta-feira, Martinez-Olguin recomendou que as partes tentem chegar a um acordo sobre o cronograma e determinou que o pedido apresentado pela WGA seja analisado junto com a solicitação dos estados em 3 de agosto.

Fusão colocaria 27% do mercado sob controle da nova empresa

Segundo a ação judicial, a companhia formada pela união de Paramount e Warner Bros. passaria a controlar 27% do mercado de filmes com amplo lançamento nos cinemas.

Os dois estúdios também concentrariam, segundo as alegações apresentadas no processo, mais de 30% dos blockbusters, produções de grande orçamento destinadas a alcançar ampla distribuição e público.

Com a conclusão da operação, quatro empresas concentrariam mais de 90% desse mercado: a companhia resultante da fusão, Walt Disney, Universal e Sony Pictures Entertainment.

Paramount pode ter de pagar US$ 7 milhões por dia

O acordo de fusão estabelece que a Paramount tem até 4 de junho de 2027 para concluir a aquisição. O cronograma, no entanto, prevê um custo caso a transação permaneça pendente a partir do fim de setembro.

A partir de 30 de setembro, a Paramount deverá pagar à Warner Bros. uma taxa diária de US$ 7 milhões até que a operação seja concluída.
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