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Berkshire volta à Delta, amplia Alphabet e vende Visa e Amazon

Outra posição reforçada foi a do The New York Times, com a holding passando a deter 9,4% das ações da companhia

Berkshire Hathaway: grande parte das mudanças no portfólio deve ter sido conduzida por Abel, que assumiu a supervisão da maior parte dos investimentos da Berkshire (Rick Wilking/Reuters)

Berkshire Hathaway: grande parte das mudanças no portfólio deve ter sido conduzida por Abel, que assumiu a supervisão da maior parte dos investimentos da Berkshire (Rick Wilking/Reuters)

Publicado em 16 de maio de 2026 às 10h27.

A Berkshire Hathaway revelou uma ampla reorganização de sua carteira de investimentos no primeiro trimestre, marcada por novas apostas em companhias aéreas e tecnologia, ao mesmo tempo em que reduziu exposição a empresas de consumo, saúde e meios de pagamento.

Entre os principais movimentos divulgados em documento regulatório nesta sexta-feira, 15, está a compra de uma participação de US$ 2,65 bilhões na Delta Air Lines, equivalente a 6,1% da empresa. A holding também iniciou uma posição menor na varejista Macy's.

Ao mesmo tempo, a Berkshire vendeu diversas participações menores, incluindo ações da Amazon, UnitedHealth Group, Visa e Mastercard.

As mudanças ocorreram após a promoção de Greg Abel, escolhido para suceder Warren Buffett no comando da companhia.

A Berkshire também ampliou fortemente sua aposta na Alphabet, mais que triplicando sua posição na dona do Google. Com isso, o investimento alcançou US$ 16,6 bilhões e passou a figurar entre os maiores ativos da carteira da holding.

Outra posição reforçada foi a do The New York Times. A Berkshire mais que dobrou sua participação e informou deter 9,4% das ações da companhia.

Segundo o documento, a carteira de ações negociadas nos Estados Unidos somava US$ 288 bilhões em 31 de março. Entre janeiro e março, a Berkshire comprou US$ 15,94 bilhões em ações e vendeu US$ 24,09 bilhões.

Grande parte das mudanças no portfólio deve ter sido conduzida por Abel, que assumiu a supervisão da maior parte dos investimentos da Berkshire após a saída de Todd Combs para o JP Morgan Chase. Em fevereiro, Abel afirmou ser responsável por 94% da carteira de ações da companhia, enquanto o gestor Ted Weschler administra os 6% restantes.

Reaproximação com o setor aéreo

O retorno à Delta marca uma reaproximação da Berkshire com o setor aéreo. Em 2020, no início da pandemia, Buffett vendeu as participações que a holding mantinha em companhias como American Airlines, Southwest Airlines e United Airlines, afirmando na época que “o mundo havia mudado” para a aviação.

Apesar dos desafios recentes com o aumento dos custos de combustível em meio às tensões no Oriente Médio, a Delta vem sendo vista pelo mercado como uma das companhias aéreas mais bem administradas dos EUA. As ações da empresa subiram 3,3% no after market após a divulgação da participação da Berkshire.

Os papéis da Macy’s também avançaram no pós-mercado, após a Berkshire revelar uma posição de 3 milhões de ações, avaliada em cerca de US$ 55 milhões.

Entre os investimentos dos quais a Berkshire mais reduziu participação estão ainda Domino's Pizza, Aon e Pool Corp.

A holding também vendeu 35% de sua posição na Chevron, embora a empresa continue entre os cinco maiores investimentos da Berkshire. As ações da Chevron subiram 36% no trimestre, acompanhando a valorização do petróleo.

As maiores posições da Berkshire seguem concentradas em empresas como Apple, American Express, Coca-Cola, Bank of America e Chevron.

Além da carteira de ações, a Berkshire controla dezenas de empresas em setores como ferrovias, seguros, energia, indústria e varejo, incluindo a BNSF Railway, a Geico, a Brooks, a Dairy Queen, a Fruit of the Loom e a See’s Candies.

(*) Com informações da Reuters

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