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Ranking mostra cervejas mais valiosas do mundo em 2026; veja quais são

Cervejas premium impulsionam ranking global das mais valiosas; Ambev domina com oito marcas

Corona: líder do ranking, a Corona, é avaliada em US$ 16,529 bilhões (Ambev/Divulgação)

Corona: líder do ranking, a Corona, é avaliada em US$ 16,529 bilhões (Ambev/Divulgação)

Publicado em 16 de maio de 2026 às 07h00.

Última atualização em 16 de maio de 2026 às 09h19.

O avanço das cervejas premium, o crescimento das versões sem álcool e a mudança nos hábitos de consumo ajudaram a redefinir o mapa das marcas de cerveja mais valiosas do mundo neste ano. É o que revela o ranking "Alcohol Top 20" da Kantar BrandZ, referência global na avaliação do valor de marcas, ao quantificar a contribuição delas para o desempenho financeiro das empresas.

Os rankings anuais de avaliação de marcas globais e locais da Kantar combinam dados financeiros analisados ​​com extensa pesquisa sobre o valor da marca. Desde 1998, o BrandZ compartilha insights sobre construção de marcas com líderes empresariais, com base em entrevistas com 4,6 milhões de consumidores, para mais de 22.000 marcas em 54 mercados.

Esta edição, recém-divulgada, traz a Corona, marca premium do portfólio da Ambev, no topo do ranking das marcas de cervejas mais valiosas pelo terceiro ano consecutivo. A lista também aponta um domínio de marcas da AB InBev e Ambev, donas de oito rótulos líderes.

As 20 marcas listadas somaram um valor total de US$ 194,1 bilhões, o que representa uma queda de 7% em relação ao ano anterior. Ainda assim, as cervejas seguem dominando o topo da lista de bebidas alcoólicas, puxadas por tendências como premiumização, consumo moderado e expansão para novas ocasiões de consumo, de acordo com a Kantar BrandZ.

A líder do ranking, a Corona, é avaliada em US$ 16,529 bilhões. É a terceira vez consecutiva que a cerveja Lager mexicana aparece na liderança global. Na sequência aparecem Budweiser (US$ 14,387 bilhões) e Heineken (US$ 11,829 bilhões).

Completam o grupo das cervejas mais valiosas do mundo as marcas Modelo (US$ 7,393 bilhões), Michelob Ultra (US$ 6,787 bilhões), Brahma (US$ 6,414 bilhões), Bud Light (US$ 5,065 bilhões), Skol (US$ 4,832 bilhões), Guinness (US$ 4,004 bilhões), Stella Artois (US$ 3,985 bilhões), Victoria (US$ 3,677 bilhões) e Tecate (US$ 3,390 bilhões).

Ranking das cervejas mais valiosas do mundo

  1. Corona: US$ 16,529 bilhões
  2. Budweiser: US$ 14,387 bilhões
  3. Heineken: US$ 11,829 bilhões
  4. Modelo: US$ 7,393 bilhões
  5. Michelob Ultra: US$ 6,787 bilhões
  6. Brahma: US$ 6,414 bilhões
  7. Bud Light: US$ 5,065 bilhões
  8. Skol: US$ 4,832 bilhões
  9. Guinness: US$ 4,004 bilhões
  10. Stella Artois: US$ 3,985 bilhões
  11. Victoria: US$ 3,677 bilhões
  12. Tecate: US$ 3,390 bilhões

Ranking das 20 Marcas de Bebidas Alcoólicas mais Valiosas

  1. Moutai: $73.630
  2. Corona: $16.529
  3. Budweiser: $14.387
  4. Heineken: $11.829
  5. Modelo: $7.393
  6. Wu Liang Ye: $6.797
  7. Michelob Ultra: $6.787
  8. Johnnie Walker: $6.527
  9. Brahma: $6.414
  10. Hennessy: $5.180
  11. Bud Light: $5.065
  12. Skol: $4.832
  13. National Cellar 1573: $4.452
  14. Guinness: $4.004
  15. Stella Artois: $3.985
  16. Victoria: $3.677
  17. Tecate: $3.390
  18. Smirnoff: $3.092
  19. Jack Daniel's: $3.091
  20. Xing Hua Cun: $3.041

'Grande Moderação' não é o fim do crescimento das marcas

O levantamento mostra que, embora o consumo de álcool esteja desacelerando em mercados tradicionais, como Estados Unidos e Europa, as grandes cervejarias vêm conseguindo preservar relevância ao se adaptar ao novo comportamento do consumidor.

A Kantar destaca que a chamada "Grande Moderação" já impacta diretamente o setor. Nos Estados Unidos, a parcela de adultos que afirma consumir álcool atingiu mínima histórica de 54%. Na Alemanha, as vendas de cerveja em um período de seis meses caíram abaixo de 4 bilhões de litros pela primeira vez em 2025.

Ainda assim, o estudo aponta que isso não representa o fim do crescimento das marcas. "Os consumidores que estão migrando para produtos premium continuam sendo um verdadeiro impulsionador de vendas (o argumento é 'menos bebidas, mas melhores'). O mesmo vale para o aumento das bebidas com 0% de álcool". afirma a Kantar.

Nesse contexto, as cervejas aparecem em vantagem sobre outras categorias de bebidas alcoólicas porque conseguem ocupar mais ocasiões de consumo, de encontros casuais a momentos ligados a esportes, fitness e relaxamento individual, além de avançarem rapidamente em inovação no segmento zero álcool.

Segundo Maggie Callender, diretora global de marcas da Kantar, o sabor continua sendo o principal fator de decisão do consumidor, inclusive nas bebidas sem álcool. "As percepções de 'suave', 'saboroso' e 'refrescante' surgem consistentemente como os principais impulsionadores da categoria", afirma.

De acordo com a executiva, o principal desafio das cervejarias é convencer o consumidor de que as versões sem álcool conseguem entregar a mesma experiência sensorial das tradicionais.

"A oportunidade está em mostrar aos consumidores que moderação e bem-estar podem ser um estilo de vida sem abrir mão do que os amantes de cerveja mais apreciam na categoria — aquela experiência insubstituível do primeiro gole", diz.

Peso do mercado brasileiro no consumo global de cerveja

O ranking também evidencia a força global do portfólio da Ambev e da controladora AB InBev. Ao todo, oito marcas do grupo aparecem entre as cervejas mais valiosas do mundo, incluindo seis posições consecutivas no top 10.

Além da liderança de Corona, aparecem na lista Budweiser, Modelo, Michelob Ultra, Brahma, Bud Light, Skol e Stella Artois. A presença de Brahma e Skol entre as marcas mais valiosas do mundo reforça o peso do mercado brasileiro no consumo global de cerveja.

Segundo dados divulgados pela Ambev, a Corona cresceu 25% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. Já a versão sem álcool, Corona Cero, avançou mais de 70% no período.

"Esse reconhecimento reforça a força do nosso portfólio e, principalmente, a conexão genuína das nossas marcas com os consumidores. Ter a Corona na liderança global pelo terceiro ano consecutivo, ao lado de marcas tão icônicas, é motivo de grande orgulho", afirmou Dani Waks, vice-presidente de Marketing da Ambev.

A executiva também reforça, contudo, que o avanço das marcas premium também ajuda a explicar o desempenho no ranking. "Isso tudo mostra como o segmento premium vem ganhando espaço, impulsionado por um consumidor cada vez mais exigente e aberto a novas experiências", disse.

O estudo Kantar BrandZ também aponta que os próximos motores de crescimento da indústria devem vir de mercados emergentes, como Índia e países africanos, onde o consumo ainda possui amplo espaço para expansão. Ao mesmo tempo, a disputa por consumidores se torna mais complexa em um ambiente cada vez mais digital, impulsionado por redes sociais, descoberta online e novas dinâmicas de consumo.

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