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Caixa da Berkshire Hathaway, de Buffett, bate novo recorde e chega a US$ 397 bi

Empresa de Warren Buffett aumentou posição em títulos do Tesouro americano de baixo rendimento

Warren Buffett: CEO da Berkshire Hathaway sinalizou que preço das ações dos EUA supera tamanho da economia (Daniel Zuchnik / Colaborador/Getty Images)

Warren Buffett: CEO da Berkshire Hathaway sinalizou que preço das ações dos EUA supera tamanho da economia (Daniel Zuchnik / Colaborador/Getty Images)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 2 de maio de 2026 às 11h09.

O caixa da Berkshire Hathaway encerrou o primeiro trimestre de 2026 em US$ 397 bilhões, novo recorde histórico para o conglomerado. O número representa uma alta de US$ 24 bilhões, ou 6,5%, em relação aos US$ 373 bilhões registrados no fim de 2025.

O crescimento é relevante porque ocorreu mesmo com uma aquisição bilionária no período. Em 2 de janeiro, a Berkshire concluiu a compra da OxyChem, divisão química da Occidental Petroleum, por US$ 9,7 bilhões. Desconsiderando esse desembolso, o avanço do caixa teria sido ainda mais expressivo.

A expansão da posição de caixa foi sustentada principalmente pelo aumento da exposição em T-Bills, os títulos de curtíssimo prazo emitidos pelo Tesouro americano.

Esses papéis são considerados o ativo de menor risco do mundo e funcionam como um estacionamento de recursos: preservam a liquidez e ainda geram rendimento enquanto a empresa aguarda oportunidades de alocação.

A posição em T-Bills saltou de US$ 321 bilhões no fim de 2025 para US$ 339 bilhões ao fim de março. A propria Berkshire reforça a filosofia por trás dessa escolha: a empresa "insiste em segurança acima de rendimento para investimentos de curto prazo."

Ao mesmo tempo, a Berkshire foi vendedora líquida de ações no trimestre, desfazendo US$ 24,1 bilhões em participações e comprando US$ 15,9 bilhões, o que gerou entrada líquida de US$ 8,2 bilhões em caixa.

A combinação de venda de ações e acúmulo de T-Bills — que rendem atualmente em torno de 4% ao ano — aponta para uma postura conservadora da gestão em relação ao mercado de ações, repetindo um movimento que Buffett adotava historicamente quando considerava as avaliações das empresas pouco atrativas.

Em recompras, a atividade foi mínima. As operações ocorreram apenas em março, totalizando 33 ações Classe A, a um preço médio de US$ 729.701 cada, e 431.462 ações Classe B, a US$ 486,92.

O valor total foi de US$ 235 milhões, que a propria Berkshire classifica como "relativamente menor." Nos meses de janeiro e fevereiro não houve recompra alguma. A empresa não pagou e não anunciou dividendos no período.

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