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ADR do Bradesco desaba em Nova York após balanço

Baixa ocorre após a divulgação do balanço da instituição financeira, que registrou lucro líquido de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre de 2025

Da Redação
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Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 20h33.

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Os ADRs do Bradesco (BBDC4), ativos do banco negociado nos Estados Unidos, operam em queda expressiva no after hours de Wall Street. A baixa ocorre após a divulgação do balanço da instituição financeira no quarto trimestre de 2025.

Por volta das 20h (horário de Brasília), os papéis caíam 5,25%, valendo US$ 4. Na sessão regular, o ADR havia fechado em alta de 1,27%, em um dia de baixa para as bolsas americanas.

Lucro acima do esperado

Nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, Bradesco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre de 2025. A cifra veio levemente acima do consenso, que projetava a linha final do balanço em R$ 6,4 bilhões. O resultado é 20,6% maior que o registrado um ano antes.

A receita total do trimestre foi de R$ 36,1 bilhões, com crescimento anual de 9,8%. O número engloba a margem financeira total, que somou R$ 19,24 bilhões no período, com alta anual de 13,2%. A margem com clientes cresceu 18,4%, para R$ 19,12 bilhões. A margem com mercado encolheu 85%, para R$ 126 milhões.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROAE) do banco veio em 15,2%, com crescimento de 0,5 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre e de 2,5 pontos percentuais ano a ano.

A carteira de crédito expandida do Bradesco cresceu 5,3% em relação ao terceiro trimestre, e o avanço foi de 11% em bases anuais, para R$ 1,089 bilhão.

O custo de crédito do banco foi de R$ 8,8 bilhões, com alta anual de 18,3%.

As despesas totais, somando pessoal com administrativas, foi de R$ 13,8 bilhões, com alta de 5,6% ano a ano.

O índice de inadimplência para empréstimos com atrasos acima de 90 dias ficou estável em relação ao terceiro trimestre, em 4,1%.

As provisões para perdas esperadas (PDD) cresceram 20,5% em relação ao ano anterior, para R$ 10,06 bilhões. A alta foi de 7,4% em relação ao terceiro trimestre.

“Nossa operação está tracionada, o que nos permitiu entregar forte crescimento de receitas, mantendo a inadimplência sob controle", afirmou o CEO, Marcelo Noronha, em comunicado.

E acrescentou: "Começamos 2026 em ritmo mais forte do que começamos 2025. Mantemos apetite ao risco moderado, porque o cenário macro ainda nos mostra desafios e incertezas, mas temos encontrado boas oportunidades e estamos otimistas com os nossos negócios”.

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