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Dois CEOs, uma empresa de US$ 2,6 bilhões e essa é a regra que sustenta o sucesso

Neil Blumenthal diz que confiança e respeito aceleram decisões e evitam disputas no topo da liderança

A bivalência das empresas familiares pode ser uma força catalisadora para o sucesso quando bem gerida. (Anna Fomenko/Getty Images)

A bivalência das empresas familiares pode ser uma força catalisadora para o sucesso quando bem gerida. (Anna Fomenko/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 13h35.

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A Warby Parker saiu de um projeto de MBA para se tornar uma companhia avaliada em US$ 2,61 bilhões, conduzida por dois co CEOs desde o início.

Neil Blumenthal e Dave Gilboa, que lançaram a empresa de um apartamento em 2010, defendem que a estrutura compartilhada só funciona porque há confiança implícita, respeito e uma rotina de consulta constante entre os dois líderes. As informações foram retiradas de CNBC Make It.

Para quem deseja desenvolver essa habilidade, há um treinamento disponível por R$ 37, com foco em ampliar a capacidade de análise e tomada de decisão financeira.

O modelo de dois CEOs que foge da regra

O arranjo de co CEO ainda é raro no mundo corporativo, onde empresas tendem a evitar disputas de poder e estratégias conflitantes. Mesmo assim, Blumenthal e Gilboa afirmam que a parceria de longa data os tornou líderes mais eficazes.

Em participação no podcast How I Built This with Guy Raz, Blumenthal resumiu a base da relação ao dizer que tudo se apoia em confiança e respeito, com os dois se sentindo confortáveis para decidir e, ao mesmo tempo, buscar aconselhamento um no outro.

Confiança como ativo e não como discurso

No ambiente de finanças corporativas, confiança costuma aparecer como intangível, mas tem efeito direto em governança, velocidade de execução e custo de coordenação. Blumenthal descreve um comportamento prático.

Quando enfrenta um desafio, ele compartilha rapidamente com Gilboa porque acredita que o parceiro melhora as ideias e eleva a qualidade da decisão. A dinâmica reduz ruído, antecipa riscos e cria consistência na estratégia, especialmente em momentos de pressão.

A consultora de carreira Phoebe Gavin reforçou que construir confiança com colegas é fundamental porque a ascensão profissional depende não só do mérito, mas também da confiança que tomadores de decisão depositam na capacidade de entregar resultados.

As inscrições para o pré-MBA em Finanças Corporativas da EXAME em parceria com a Saint Paul estão abertas por R$ 37.

Divisão clara de responsabilidades e alinhamento diário

Segundo Gilboa, os dois começaram como amigos próximos durante o MBA na Wharton School da Universidade da Pensilvânia. Na empresa, buscaram manter distinções claras entre os papéis, com cada um focando em diferentes aspectos do negócio e tendo subordinados diretos específicos. Ao mesmo tempo, a dupla preservou um nível de colaboração diária para manter visões alinhadas e tornar a tomada de decisão mais eficiente.

Blumenthal relatou que os dois sentam próximos em um escritório aberto e conversam constantemente entre reuniões, dentro e fora do expediente. Ele também disse que ligam um para o outro a caminho do trabalho e até tarde da noite, destacando que a parceria os ajudou a se tornarem pessoas melhores.

O conselho de Buffett e o recado para a carreira

A lógica apresentada pelos co CEOs ecoa um conselho recorrente de Warren Buffett. Em maio de 2025, na reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway, ele afirmou que é extremamente importante para jovens se cercarem de pessoas inteligentes e estarem abertos à influência positiva delas. Buffett também disse que a vida tende a progredir na direção das pessoas com quem se trabalha, e que esse convívio ensina não apenas a ter sucesso nos negócios, mas também na vida.

Para quem atua com finanças corporativas, a história expõe um ponto sensível da liderança. Estruturas, processos e métricas importam, mas a qualidade do relacionamento entre decisores impacta diretamente a execução. Confiança reduz retrabalho, acelera aprovações, melhora o debate interno e fortalece a governança quando há divergências inevitáveis.

Aprenda a gerenciar o orçamento de empresas

Casos de empresas que enfrentam dificuldades por falhas na gestão financeira são recorrentes. De startups a grandes corporações, o desafio envolve manter controle rigoroso das finanças e tomar decisões estratégicas baseadas em dados. Essa responsabilidade não se restringe à alta liderança. Profissionais de diferentes áreas que dominam conceitos financeiros ampliam sua capacidade de influência e crescimento na carreira.

Com esse objetivo, EXAME e Saint Paul disponibilizaram, por tempo limitado, mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.

O programa é voltado a quem deseja aprofundar conhecimentos em gestão financeira e se destacar em um mercado competitivo. Ao longo de quatro aulas virtuais, os participantes terão acesso a conteúdos sobre análise financeira, planejamento estratégico e gestão de riscos.

Entre os diferenciais estão conteúdo desenvolvido por especialistas, carga horária de três horas, programa atualizado, certificado de conclusão, aulas virtuais com sessão de perguntas e respostas, possibilidade de interação com outros profissionais e estudos de caso do mercado.

As vagas podem ser garantidas por R$ 37 no pré-MBA em Finanças Corporativas da EXAME e Saint Paul.

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