A Warby Parker saiu de um projeto de MBA para se tornar uma companhia avaliada em US$ 2,61 bilhões, conduzida por dois co CEOs desde o início.
Neil Blumenthal e Dave Gilboa, que lançaram a empresa de um apartamento em 2010, defendem que a estrutura compartilhada só funciona porque há confiança implícita, respeito e uma rotina de consulta constante entre os dois líderes. As informações foram retiradas de CNBC Make It.
O modelo de dois CEOs que foge da regra
O arranjo de co CEO ainda é raro no mundo corporativo, onde empresas tendem a evitar disputas de poder e estratégias conflitantes. Mesmo assim, Blumenthal e Gilboa afirmam que a parceria de longa data os tornou líderes mais eficazes.
Em participação no podcast How I Built This with Guy Raz, Blumenthal resumiu a base da relação ao dizer que tudo se apoia em confiança e respeito, com os dois se sentindo confortáveis para decidir e, ao mesmo tempo, buscar aconselhamento um no outro.
Confiança como ativo e não como discurso
No ambiente de finanças corporativas, confiança costuma aparecer como intangível, mas tem efeito direto em governança, velocidade de execução e custo de coordenação. Blumenthal descreve um comportamento prático.
Quando enfrenta um desafio, ele compartilha rapidamente com Gilboa porque acredita que o parceiro melhora as ideias e eleva a qualidade da decisão. A dinâmica reduz ruído, antecipa riscos e cria consistência na estratégia, especialmente em momentos de pressão.
A consultora de carreira Phoebe Gavin reforçou que construir confiança com colegas é fundamental porque a ascensão profissional depende não só do mérito, mas também da confiança que tomadores de decisão depositam na capacidade de entregar resultados.
Divisão clara de responsabilidades e alinhamento diário
Segundo Gilboa, os dois começaram como amigos próximos durante o MBA na Wharton School da Universidade da Pensilvânia. Na empresa, buscaram manter distinções claras entre os papéis, com cada um focando em diferentes aspectos do negócio e tendo subordinados diretos específicos. Ao mesmo tempo, a dupla preservou um nível de colaboração diária para manter visões alinhadas e tornar a tomada de decisão mais eficiente.
Blumenthal relatou que os dois sentam próximos em um escritório aberto e conversam constantemente entre reuniões, dentro e fora do expediente. Ele também disse que ligam um para o outro a caminho do trabalho e até tarde da noite, destacando que a parceria os ajudou a se tornarem pessoas melhores.
O conselho de Buffett e o recado para a carreira
A lógica apresentada pelos co CEOs ecoa um conselho recorrente de Warren Buffett. Em maio de 2025, na reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway, ele afirmou que é extremamente importante para jovens se cercarem de pessoas inteligentes e estarem abertos à influência positiva delas. Buffett também disse que a vida tende a progredir na direção das pessoas com quem se trabalha, e que esse convívio ensina não apenas a ter sucesso nos negócios, mas também na vida.
Para quem atua com finanças corporativas, a história expõe um ponto sensível da liderança. Estruturas, processos e métricas importam, mas a qualidade do relacionamento entre decisores impacta diretamente a execução. Confiança reduz retrabalho, acelera aprovações, melhora o debate interno e fortalece a governança quando há divergências inevitáveis.
Aprenda a gerenciar o orçamento de empresas
Casos de empresas que enfrentam dificuldades por falhas na gestão financeira são recorrentes. De startups a grandes corporações, o desafio envolve manter controle rigoroso das finanças e tomar decisões estratégicas baseadas em dados. Essa responsabilidade não se restringe à alta liderança. Profissionais de diferentes áreas que dominam conceitos financeiros ampliam sua capacidade de influência e crescimento na carreira.
Com esse objetivo, EXAME e Saint Paul disponibilizaram, por tempo limitado, mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.
O programa é voltado a quem deseja aprofundar conhecimentos em gestão financeira e se destacar em um mercado competitivo. Ao longo de quatro aulas virtuais, os participantes terão acesso a conteúdos sobre análise financeira, planejamento estratégico e gestão de riscos.
Entre os diferenciais estão conteúdo desenvolvido por especialistas, carga horária de três horas, programa atualizado, certificado de conclusão, aulas virtuais com sessão de perguntas e respostas, possibilidade de interação com outros profissionais e estudos de caso do mercado.
As vagas podem ser garantidas por R$ 37 no pré-MBA em Finanças Corporativas da EXAME e Saint Paul.
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