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Caso Epstein: Hillary Clinton depõe nesta quinta-feira, 26

Ex-secretária de Estado presta depoimento a portas fechadas em comissão que investiga relações de autoridades com o financista; Bill Clinton deve depor na sexta

Hillary Clinton: ex-secretária de Estado dos EUA presta depoimento à comissão da Câmara que apura relações com Jeffrey Epstein (Kevin Dietsch/Getty Images)

Hillary Clinton: ex-secretária de Estado dos EUA presta depoimento à comissão da Câmara que apura relações com Jeffrey Epstein (Kevin Dietsch/Getty Images)

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 13h26.

A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, depõe nesta quinta-feira, 26, a portas fechadas, à Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, que apura vínculos de autoridades e empresários com o financista Jeffrey Epstein.

O ex-presidente Bill Clinton deve prestar depoimento na sexta-feira, 27, segundo parlamentares republicanos.

O depoimento ocorre em meio ao agravamento da disputa política em Washington e amplia o alcance da investigação conduzida por congressistas da oposição. A comissão apura a circulação de Epstein em ambientes de poder e possíveis conexões com autoridades americanas ao longo dos anos 1990 e 2000.

Hillary já afirmou que não se recorda de ter conversado com Epstein, embora reconheça que conheceu Ghislaine Maxwell, ex-associada do financista, condenada por tráfico de menores para fins de exploração sexual.

Pressão após ameaça de desacato

Inicialmente, Hillary e Bill Clinton resistiram a prestar depoimento. A decisão de comparecer foi tomada após a comissão sinalizar a possibilidade de enquadramento por desacato ao Congresso. As oitivas devem ocorrer em Chappaqua, no estado de Nova York, onde o casal mantém residência.

O presidente da comissão, James Comer, afirmou que as transcrições dos depoimentos serão divulgadas ao público. Segundo ele, registros indicam que Epstein esteve diversas vezes na Casa Branca durante o mandato de Bill Clinton e que o ex-presidente utilizou o avião do empresário após deixar o cargo.

Bill Clinton nega qualquer envolvimento irregular e já declarou arrependimento por ter mantido contato com Epstein. O financista morreu em 2019, enquanto aguardava julgamento.

Aliados de Hillary afirmam que a investigação busca ampliar o foco sobre figuras ligadas ao Partido Democrata, enquanto parlamentares republicanos sustentam que as apurações não encontraram, até o momento, elementos que incriminem o atual presidente Donald Trump.

Parlamentares indicam que parte das perguntas deve se concentrar em eventuais vínculos de Epstein com a Fundação Clinton e com iniciativas globais associadas ao ex-presidente no início dos anos 2000.

*Com informações do O Globo

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