O que é Solana (SOL): guia completo sobre essa importante criptomoeda

Entender o funcionamento da Solana e o motivo de sua popularidade é fundamental para o investidor iniciante nesse mercado
 (Getty/Getty Images)
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Da Redação

Publicado em 24/08/2022 às 11:00.

Última atualização em 24/08/2022 às 11:38.

Solana é o nome dado a uma das criptomoedas mais conhecidas do mundo, possuindo um valor de mercado muito relevante.

Portanto, entender o funcionamento da Solana e o motivo de sua popularidade é fundamental para o investidor iniciante nesse mercado.

O que é Solana?

A Solana é uma famosa criptomoeda que consiste em uma blockchain programável e de código aberto. Sendo assim, ela possui suporte a contratos inteligentes, um dos fatores mais importantes de seu desenvolvimento.

Vê-se a sua importância quando é possível ver sua versatilidade: sua blockchain suporta a criação de tokens, NFTs, dapps e outras funcionalidades.

Independentemente do tipo de blockchain programável, sempre existe um token para permitir a sua negociação. No caso da Solana, o nome desse token é SOL.

Também é importante notar que o token SOL dá segurança ao mecanismo de consenso para staking De-Fi. Além disso, serve como uma forma de transferência de valor para a sua blockchain.

Apesar de ter sido criada apenas em 2017, esse importante criptoativo já se tornou um dos mais conhecidos do mercado por conta de sua velocidade e inovações tecnológicas.

Como funciona a Solana?

A criptomoeda foi criada em 2017 por Anatoly Yakovenko e Raj Gokal. Ela tem seu desenvolvimento através do Solana Labs.

A Solana, tecnicamente, está na categoria de blockchains baseadas no mecanismo de proof-of-stake (PoS), em que o SOL em staking permite a mineração da criptomoeda.

Entretanto, seu mecanismo tem um segundo mecanismo chamado de proof-of-history (PoH), no qual a blockchain divide-se em períodos de tempo e dá “líderes” para cuidarem de cada slot. Cada líder deve cuidar do encadeamento de blocos de seu slot.

Isso garante que as operações ocorram de forma mais rápida, pois os líderes não precisam esperar o preenchimento de um bloco inteiro de transações para continuar com o encadeamento de blocos.

Por outro lado, alguns criticam a suposta centralização das criptomoedas através do mecanismo de PoS e da forte atuação dos criadores da criptomoeda no seu desenvolvimento.

Por fim, a Solana permite por volta de 65 mil transações por segundo e seus custos de transação são de menos de 1 centavo por transação — algo muito mais atrativo do que a Ethereum, cujas altas taxas ainda são um problema.

Por esse motivo, a popularidade da Solana cresceu tão rápido e a blockchain está vendo um aumento relevante na sua base de usuários, resultando numa rentabilidade interessante para seus investidores.

Quais as vantagens da Solana?

Entre as vantagens da Solana, pode-se citar:

  • Baixos custos de transação: os custos de transação da Solana estão em cerca de US$ 0.00025 por transação. A escalabilidade da rede garante transações a menos de 1 centavo de dólar para desenvolvedores e usuários.
  • Velocidade: é possível a ocorrência de 65 mil transações por segundo na rede solana, tornando-a uma das redes mais rápidas no mercado de criptoativos.
  • Rede em pleno crescimento: como a rede tem crescido em popularidade, muitos programadores têm desenvolvido projetos para a Solana, o que aumenta sua utilização.
  • Soluções de escalabilidade: a rede Solana permite a escalabilidade da rede. Ou seja: ainda que sua base de usuários cresça, ela possui a capacidade de lidar com suas operações sem problemas.

Quais as desvantagens da Solana?

Por outro lado, as desvantagens da Solana são:

  • Sinais de centralização: a rede possui alguns aspectos de centralização, como a distribuição desproporcional dos nodes da blockchain em poucos entes. 
  • Erros na rede: a rede tem sofrido de alguns problemas de instabilidade, como erros que a fizeram parar de funcionar por determinado período de tempo.
  • Supply do token: o token SOL não possui um supply máximo, diferente de outros ativos como o Bitcoin. Além disso, ela tem uma inflação controlada, o que não a torna um ativo deflacionário.

Portanto, assim como ativos do Mercado tradicional, como as ações do índice Ibovespa, essa criptomoeda tem características positivas e negativas.

Como funciona o Tokenomics da Solana?

O supply total de SOL é de mais de 500 milhões de unidades. Atualmente, a circulação de SOL no mercado é de mais de 300 milhões de unidades. Entretanto, não há supply máximo definido para o token. 

Além disso, há uma inflação programada para a Solana. Atualmente, a média anual desse processo inflacionário é de 8%, e o objetivo é que esse valor caia 15% a cada ano.

Sendo assim, o objetivo final de inflação da Solana é de 1,5%. Esse é um valor muito menor do que o de muitas moedas fiat, por exemplo.

Por fim, o yield de recompensa para os validadores da rede é feito de forma proporcional: compara-se o total do token SOL deixado para staking na rede em relação ao que um validador específico possui. 

Ou seja: quanto mais SOL o validador tiver em staking, mais ele receberá por sua participação. Assim, o validador recebe sua renda passiva, de forma análoga ao que acontece com os dividendos de ações.

Por fim, vale notar que mais de 50% dos tokens da Solana estão nas mãos de baleias que receberam seus tokens no início do projeto. Isso leva a uma preocupação em relação à descentralização do projeto.

Vale a pena investir em Solana?

Por fim, muitos se perguntam se vale a pena investir em Solana ou se é melhor alocar capital em outras oportunidades de investimento.

Entretanto, não há uma resposta pronta para esse questionamento: cada investidor deve avaliar a diversificação entre ativos em seu portfólio.

No entanto, vale notar que o investimento em Solana, assim como em outras criptomoedas, consiste em uma operação para investidores com maior tolerância ao risco. 

Sendo assim, aqueles que se preocupam com a elevada volatilidade dos criptoativos deve pensar duas vezes antes de alocar seu capital nesse mercado e procurar por ativos mais seguros, como fundos de renda fixa por exemplo.

Há, ainda, a preocupação com a diversificação entre criptomoedas: alguns investidores preferem comprar diversos criptoativos para controlar seu risco, investindo em Bitcoin, Ethereum, Litecoin e outros.

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