Ethereum (ETH): o que é, como funciona e vale a pena investir?

Entender como funciona a Ethereum é muito importante para todo aquele que quer alocar um pouco de seu capital em criptoativos
 (Getty/Getty Images)
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Da RedaçãoPublicado em 19/08/2022 às 10:50.

Ethereum é o nome de uma das criptomoedas com maior valor de mercado que é muito importante para o ecossistema cripto.

Por isso, entender como funciona a Ethereum é muito importante para todo aquele que quer alocar um pouco de seu capital em criptoativos.

O que é Ethereum?

Ethereum é uma blockchain descentralizada que permite que usuários façam transações, ganhem juros, usem e guardem NFTs, negociem criptomoedas, joguem videogames, usem redes sociais e diversas outras funcionalidades.

Vale notar também que a rede possui um token, assim como outras blockchains. O nome desse token é Ether (ETH) e pode ser adquirido na maioria das exchanges.

Importante para o mercado das criptomoedas, muitos veem a rede Ethereum como o próximo passo da internet: com a Web 3.0, é possível ter uma internet descentralizada.

Também é importante notar que existem várias aplicações descentralizadas dentro da rede: finanças descentralizadas (De-Fi), aplicativos descentralizados (DApps), e exchanges descentralizadas (DEXs).

A rede Ethereum pode trazer diversas inovações para o mercado global (até mesmo para ativos tradicionais, como ações na bolsa de valores).

Como funciona a Ethereum?

A rede Ethereum consiste em milhares de computadores conectados através do mundo por meios dos nodes. Isso torna a rede descentralizada e protegida contra ataques hackers. 

As transações na rede Ethereum ocorrem em sua blockchain. A validação ocorre por meio dos mineradores através do mecanismo de proof-of-work (PoW), em que usa-se poder computacional para verificar os blocos de transação.

Cada transação possui uma taxa que é paga pelo usuário ao minerador e valida a transação, chamada de “gas fee”. Historicamente, a rede tem sofrido com altos custos de transação, algo que busca suprir com atualizações na rede. 

Não há supply máximo para os tokens da rede. No entanto, dependendo da demanda de Ethers na rede, pode ocorrer a queima de tokens, gerando deflação.

Esse fator e sua elevada importância para o mercado cripto tornaram o investimento em Ethereum uma atividade que tem entregado alta rentabilidade ao longo dos anos.

Para que serve a Ethereum?

De fato, existem muitas funções para o Ethereum. No entanto, a mais famosa é a de finanças descentralizadas (De-Fi), que consiste em tomar e emprestar dinheiro sem a necessidade de uma gente intermediário. 

Além disso, existem aplicativos descentralizados que aumentam a segurança do usuário. Esses aplicativos chamam-se DApps e possuem diversos tipos de funções.

Também é possível comprar criptomoedas de forma descentralizada através das DEXs, exchanges descentralizadas que negociam criptoativos sem a necessidade de intermediários.

A negociação de NFTs também é algo muito conhecido na rede, permitindo que artistas monetizem seus trabalhos de forma autônoma e gerando comunidades em torno dessas criações.

Essa tecnologia pode, futuramente, ser usada para validar certificados digitais da posse de um ativo.

Por fim, até mesmo redes sociais são construídas na rede, mostrando o potencial de integração entre pessoas através da tecnologia. 

Todos esses fatores tornam esse criptoativo como um dos principais do mercado – fato que se comprova pelo seu elevado valor de mercado. 

História da Ethereum

A Ethereum foi criada por Vitalik Buterin e diversos outros cocriadores ao verificar limitações na rede do Bitcoin. Seu white paper foi publicado em 2013 e prometia integrar os DApps em uma plataforma conjunta.

Buterin e os outros criadores da rede criaram a Ethereum Foundation na Suiça para manter o desenvolvimento da rede. 

Com o tempo, desenvolvedores adotaram a rede. Entre as inovações, está o conceito de DAO, um grupo em busca de um objetivo comum que funciona de forma democrática através de votos na rede. 

É possível, inclusive, que DAOs venham a substituir o mecanismo de gestão centralizada de ações e de fundos de investimento, por exemplo.

Com um problema na rede que resultou em um roubo de 40 milhões de dólares na rede, houve um hard fork que deu atualizações de segurança importantes para a rede Ethereum. O novo fork manteve o nome original e o antigo recebeu o nome de Ethereum Classic.

A Ethereum continua se desenvolvendo e pretende integrar novas tecnologias à rede através do que virá a se chamar Ethereum 2.0.

O que é Ethereum 2.0?

A Ethereum não é estática: ela está integrando cada vez mais novas tecnologias à rede. Um conjunto de medidas está sendo tomado para fazer o upgrade para o Ethereum 2.0.

Entre as medidas estão a mudança do sistema de proof-of-work para proof-of-stake (PoS), no qual os validadores da rede recebem recompensas proporcionais ao volume de tokens em staking.

Além disso, existem várias medidas para aumentar a velocidade da rede, diminuir suas transações e aumentar sua aplicabilidade. 

Sendo assim, é possível que cada vez mais usuários usem a rede, tornando-a inclusive um investimento interessante frente a rentabilidade de ativos de renda variável, por exemplo.

Vale a pena investir em Ethereum?

De fato, muitos se questionam se vale a pena investir em Ethereum ou se é melhor procurar outras oportunidades de investimento.

Entretanto, não há uma resposta pronta para essa pergunta, pois cada investidor precisa avaliar o seu portfólio e ver se esse ativo se encaixa em sua proposta.

No entanto, vale notar que o investimento em Ethereum, assim como o investimento em outros criptoativos, é uma operação voltada para quem possui mais tolerância ao risco do que o investidor comum.

Sendo assim, vale a pena buscar entender mais sobre o seu perfil de investidor antes de alocar capital em qualquer ativo do mercado cripto.

Há também  a possibilidade de diversificar o investimento em ETH com o investimento em outras criptomoedas, como Bitcoin, Monero, Litecoin e outros. 

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