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NEW YORK, NEW YORK - JULY 04: People walk near the Google offices on July 04, 2022 in New York City. Google announced on Friday it will eliminate location history entries if it identifies an abortion center. (Photo by John Smith/VIEWpress via Getty Images) (John Smith/Getty Images)
Redatora
Publicado em 15 de abril de 2026 às 11h37.
Última atualização em 15 de abril de 2026 às 11h39.
A inteligência artificial já escreve textos, cria imagens e automatiza tarefas complexas. Agora, ela quer te ajudar a decidir o que vestir.
O Google começou a testar uma funcionalidade no Google Photos capaz de sugerir combinações de roupas a partir das imagens armazenadas na galeria do usuário.
A proposta vai além da organização de fotos, com intuito de transformar o histórico visual em um motor de recomendação de estilo.
E, no limite, reposicionar a forma como consumidores descobrem, escolhem e compram moda.
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A nova funcionalidade utiliza modelos avançados de visão computacional para identificar peças de roupa em fotos — como camisas, calças e acessórios — e combiná-las em sugestões de looks.
A tecnologia segue uma tendência crescente. Segundo estudo da McKinsey, mais de 70% dos consumidores já esperam experiências personalizadas das marcas, incluindo recomendações baseadas em comportamento e preferências individuais.
No caso do Google, o diferencial está no ponto de partida, ou seja, em vez de sugerir tendências genéricas, a IA analisa o próprio acervo do usuário, aprendendo com seu histórico visual.
Isso inclui padrões de cor, tipos de peças e até ocasiões registradas nas imagens.
O Google Photos já utiliza inteligência artificial há anos para classificar imagens, reconhecer rostos e sugerir álbuns automáticos.
Essa evolução acompanha o avanço dos chamados modelos multimodais — sistemas capazes de interpretar texto, imagem e contexto simultaneamente.
Relatórios da PwC indicam que aplicações de IA no varejo, especialmente em personalização, podem aumentar taxas de conversão em até 15%.
Se ganhar escala, a funcionalidade pode alterar a jornada de consumo. Hoje, plataformas como Pinterest e Instagram influenciam escolhas visuais.
Com a IA do Google, o processo pode se tornar mais íntimo e automatizado. Em vez de buscar inspiração externa, o usuário passa a consumir recomendações baseadas em si mesmo.
Isso abre espaço para integrações futuras com e-commerce, permitindo que sugestões de looks se convertam diretamente em compras — um movimento já explorado por gigantes como Amazon e Alibaba.
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