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China reage aos EUA e impõe restrições a empresas americanas

Medidas atingem companhias dos setores de defesa e tecnologia após nova ofensiva comercial dos Estados Unidos.

Publicado em 22 de junho de 2026 às 07h51.

A China anunciou nesta segunda-feira, 22, novas restrições contra empresas dos Estados Unidos em resposta à ampliação da lista negra americana de companhias chinesas ligadas ao setor militar.

As medidas incluem controles de exportação para dez empresas americanas e a proibição de dezenas de grupos dos EUA em contratos governamentais chineses.

A decisão ocorre cerca de um mês após a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, realizada com o objetivo de reduzir as tensões entre Washington e Pequim. O clima, porém, voltou a se deteriorar após os EUA incluírem 80 empresas chinesas e subsidiárias em uma lista de entidades acusadas de apoiar as Forças Armadas da China.

Segundo o Ministério do Comércio chinês, as novas restrições são uma resposta direta à inclusão das empresas na chamada “lista de empresas militares chinesas” elaborada pelo governo americano. Pequim afirma que a medida também busca proteger sua segurança nacional.

Empresas de defesa estão entre os alvos

Entre as dez companhias americanas submetidas a controles de exportação estão a Aveox, que mantém contratos aeroespaciais com as Forças Armadas dos Estados Unidos, e a Oshkosh Defense, fabricante de veículos militares.

Além disso, o Ministério das Finanças da China proibiu 46 empresas americanas de participar de licitações públicas no país. A lista inclui gigantes do setor de defesa, como a Lockheed Martin, a Raytheon e a divisão militar da Boeing.

Do lado chinês, a lista negra divulgada anteriormente pelos EUA atingiu empresas de grande porte, como Alibaba, Baidu e BYD.

A nova rodada de retaliações amplia as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo e sinaliza que, apesar das tentativas recentes de aproximação diplomática, os atritos envolvendo segurança nacional e tecnologia seguem no centro da disputa entre Washington e Pequim.

*Com AFP 

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