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Trump chega a Pequim e deve pressionar Xi por abertura do mercado chinês

Presidente americano inicia visita de Estado com foco em comércio, tarifas e disputa tecnológica entre EUA e China

Trump em Pequim: presidente dos EUA leva executivos de grandes empresas para encontro com Xi Jinping. (Brendan SMIALOWSKI / AFP via Getty Images)

Trump em Pequim: presidente dos EUA leva executivos de grandes empresas para encontro com Xi Jinping. (Brendan SMIALOWSKI / AFP via Getty Images)

Publicado em 13 de maio de 2026 às 10h03.

Última atualização em 14 de maio de 2026 às 05h55.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou nesta quarta-feira, 13, em Pequim acompanhado de um grupo de executivos de grandes empresas americanas.

A visita marca o primeiro encontro bilateral entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping desde 2017.A agenda tem como principal objetivo ampliar o acesso de empresas dos EUA ao mercado chinês e reduzir tensões comerciais acumuladas nos últimos anos entre as duas maiores economias do mundo.Trump viajou no Air Force One acompanhado de Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, além de Tim Cook, da Apple, e Kelly Ortberg, da Boeing. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, se juntou ao grupo durante uma escala no Alasca.

Segundo o governo americano, a presença dos executivos reforça a intenção de discutir diretamente com Pequim temas ligados a tecnologia, comércio e cadeias globais de produção.

Em publicação na rede Truth Social durante o voo, Trump afirmou que pedirá a Xi Jinping que “abra” a China para empresas americanas, permitindo que ampliem sua atuação no país.

“Pedirei ao presidente Xi, um líder de extraordinária distinção, que ‘abra’ a China para que estas pessoas brilhantes possam fazer sua mágica”, escreveu.

O governo chinês respondeu que está disposto a ampliar a cooperação e administrar divergências com Washington, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun.

Disputas comerciais e tecnológicas no centro da visita

O encontro ocorre em meio a uma disputa prolongada entre EUA e China em áreas como semicondutores, terras raras, propriedade intelectual e acesso a mercados estratégicos.

Entre os temas da agenda também está a prorrogação da trégua tarifária firmada em outubro, além de discussões sobre restrições comerciais impostas nos últimos anos.

A guerra com o Irã também deve ser discutida. Washington tenta pressionar Pequim a reduzir a compra de petróleo iraniano e a colaborar com uma saída diplomática para a crise no Golfo.

Trump afirmou que pretende ter uma “longa conversa” sobre o tema, embora também tenha declarado que os EUA não precisam necessariamente de ajuda chinesa.

Pequim, por sua vez, tem rejeitado sanções unilaterais e mantém o Irã como um parceiro energético relevante.

Segundo analistas citados por veículos internacionais, a cúpula tende a ter tom cordial na superfície, mas ocorre em um ambiente de forte competição estratégica entre as duas potências.

Paralelamente à visita, autoridades econômicas dos dois países realizaram reuniões na Coreia do Sul para discutir questões comerciais e ampliar canais de cooperação.

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