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A Rolex lança o Padellone, com calendário anual e fases da lua

Novo relógio da coleção Perpetual tem inspiração vintage, combinação rara de complicações e calibre inédito

Perpetual Padellone: inspiração vintage e inovações tecnológicas (Rolex/Divulgação)

Perpetual Padellone: inspiração vintage e inovações tecnológicas (Rolex/Divulgação)

Ivan Padilla
Ivan Padilla

Editor de Casual e Especiais

Publicado em 15 de setembro de 2026 às 14h48.

Última atualização em 15 de setembro de 2026 às 17h24.

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A Rolex geralmente apresenta suas novidades uma vez por ano, durante o salão Watches & Wonders, em Genebra, no mês de abril. Mas a marca da coroa vem quebrando protocolos, com inovações tecnológicas, padrões coloridos inusuais e novos modelos.

Nesse contexto, a Rolex acaba de apresentar o Perpetual Padellone, um relógio de calendário anual completo com salto instantâneo. Além das horas, dos minutos e dos segundos, o modelo indica data, dia da semana, mês e fases da lua. No caso do lançamento de agora, as complicações vêm acompanhadas de uma série de soluções técnicas inéditas.

O nome não é novo. "Padellone", algo como "panelão", em italiano, é o apelido que os colecionadores deram à referência 8171, lançado em 1949 e um dos únicos dois modelos da Rolex equipados com a combinação de calendário anual e fases da lua.

Os detalhes merecem atenção. A maior parte da superfície do mostrador recebe acabamento granulado, com um fino acetinado na borda. É nessa periferia que corre a escala de datas, impressa em preto e apontada por um ponteiro central azul com uma lua crescente na ponta. Às 12 horas, duas aberturas mostram o dia e o mês, em inglês.

O ponto alto fica às 6 horas. Ali, um disco esmaltado em azul completa uma volta a cada mês lunar, ou 29,53 dias. A lua cheia e a lua nova gravadas nele são feitas de meteorito — a segunda com tratamento PVD em azul-escuro —, e as estrelas prateadas são aplicadas por tampografia.

O novo Perpetual: versão em platina (Rolex/Divulgação)

Três versões

O Padellone chega em três configurações, os valores variam entre R$ 481.100 e R$ 594.000. A primeira é em ouro Everose 18 quilates, com mostrador branco intenso granulado e bracelete Settimo, fechado por um Crownclasp oculto. A segunda vem em platina 950, traz mostrador azul-gelo com pulseira de couro de jacaré preto fosco e fecho Dualclasp. A terceira repete o ouro Everose e o mostrador branco, mas com pulseira de jacaré marrom fosco, também com Dualclasp.

O bracelete Settimo é uma das apostas da marca em conforto. Cada elo é composto por sete elementos muito pequenos e levemente contornados, todos polidos, o que faz a peça acompanhar o formato do pulso. O sistema de fixação à carrura é objeto de pedido de patente. Já as pulseiras de jacaré têm forro em pelica verde e costura tom sobre tom.

A caixa mede 39 milímetros de diâmetro e tem fundo transparente, que permite ver o movimento. As alças receberam um chanfro suave na aresta superior para valorizar a curvatura. A luneta é dividida em duas partes: canelada na base e abaulada no topo. O vidro abaulado e o fundo, ambos em safira, têm tratamento antirreflexo. A estanqueidade é de 50 metros.

É no movimento que está a novidade mais relevante. Desenvolvido e fabricado inteiramente pela Rolex, o calibre 7190 é exclusivo deste modelo e está protegido por 30 pedidos de patente, dois deles específicos dele. Trabalha à frequência de 5 hertz, é mais fino que a maioria dos movimentos da marca — característica que compartilha com os outros dois calibres da família 71XX — e entrega cerca de 66 horas de reserva de marcha.

A base é o calibre 7135, apresentado no Land-Dweller em 2025, de onde vêm o escapamento sequencial Dynapulse, feito em silício e resistente a campos magnéticos intensos, e o oscilador de última geração. Esse conjunto reúne eixo de balanço em cerâmica de alta tecnologia, patenteada e exclusiva da Rolex, roda de balanço em latão otimizado, espiral Syloxi em silício e amortecedores Paraflex.

Linha mais clássica

A parte mais engenhosa do 7190 é o mecanismo que diferencia os meses de 30 e de 31 dias, batizado de Haplos e também objeto de pedido de patente. As mudanças de data, dia e mês acontecem de forma instantânea à meia-noite, recurso para o qual a marca também depositou pedido de patente.

Esteticamente, o movimento traz pontes decoradas com Côtes de Genève Rolex, variação que se distingue da tradicional por um leve sulco polido entre cada faixa, e massa oscilante vazada em ouro amarelo.

Como todo Rolex, o Perpetual Padellone sai da fábrica com a certificação Cronômetro Superlativo, que desde 2026 passou a incluir três novos critérios de avaliação: resistência ao magnetismo, confiabilidade e sustentabilidade. Eles se somam aos parâmetros definidos em 2015, que tratam de precisão, estanqueidade, corda automática e autonomia.

A exigência de precisão é o que mais chama atenção: medida com o movimento já encaixado na caixa, a marcha do relógio deve ficar entre –2 e +2 segundos por dia, uma tolerância bem menor do que a aceita na certificação oficial do movimento isolado. O selo verde que acompanha cada peça vem com garantia internacional de cinco anos.

A coleção Perpetual, onde o Padellone se encaixa, foi lançada em 2023 com o modelo 1908, em substituição ao Cellini. É a linha em que a Rolex concentra suas peças de vocação mais clássica – e agora na versão calendário anual.

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