NEW YORK, NEW YORK - NOVEMBER 18: The New York Stock Exchange (NYSE) stands in lower Manhattan on November 18, 2025 in New York City. The Dow was down nearly 500 points in morning trading as investors became increasingly concerned about AI stocks and the potential for a bubble. Spencer Platt/Getty Images/AFP (Photo by SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Redação Exame
Publicado em 5 de março de 2026 às 14h00.
Última atualização em 5 de março de 2026 às 18h19.
A criptomoeda OKB registrou forte valorização após o anúncio de uma parceria estratégica entre a corretora cripto OKX e a Intercontinental Exchange (ICE), controladora da Bolsa de Nova York (NYSE). O acordo avalia a OKX em US$ 25 bilhões e prevê o desenvolvimento conjunto de novos produtos ligados a ativos digitais e valores mobiliários tokenizados.
Segundo informações da Fortune, a ICE realizou um investimento estratégico na empresa e passará a integrar o conselho de administração da OKX. O acordo também estabelece uma colaboração mais ampla entre as duas companhias, combinando a infraestrutura de blockchain da corretora cripto com a tecnologia de mercados da operadora da Bolsa de Nova York.
O anúncio teve impacto imediato no mercado. O token utilitário da plataforma, OKB, chegou a US$ 106,70 após a divulgação da parceria, acumulando alta superior a 38% em 24 horas, de acordo com dados do CoinGecko.
A parceria prevê a criação de novos produtos financeiros que conectam o mercado tradicional aos ativos digitais. A ICE deverá licenciar os preços à vista de criptomoedas da OKX para lançar produtos de futuros cripto. Em contrapartida, clientes da corretora poderão acessar contratos futuros da ICE e ações tokenizadas listadas na Bolsa de Nova York.
A expectativa é que usuários da OKX passem a negociar ações tokenizadas e derivativos ligados ao mercado norte-americano a partir do segundo semestre de 2026, segundo reportagem da Fortune.
Jeffrey C. Sprecher, presidente e CEO da ICE, afirmou que o acordo faz parte da estratégia da companhia de ampliar o acesso a mercados regulados e acelerar iniciativas ligadas à tokenização.
“A nossa relação estratégica com a OKX ampliará o acesso global de investidores de varejo aos mercados regulados da ICE e acelerará nossos planos de oferecer infraestrutura on-chain e ativos tokenizados para investidores nos Estados Unidos”, disse.
Para a OKX, a parceria representa um passo relevante na integração entre infraestrutura blockchain e mercados financeiros tradicionais.
O fundador e CEO da corretora, Star Xu, afirmou que a cooperação reúne duas plataformas tecnológicas de alto desempenho para fortalecer a estrutura de mercado.
“A parceria reúne operadores de mecanismos de negociação de alto desempenho e livros de ordens transparentes para construir uma estrutura de mercado mais confiável que conecte ativos digitais e ações”, afirmou. “Isso pode fortalecer a formação de preços entre diferentes mercados e atender aos padrões institucionais de risco e compliance.”
Além da criação de novos produtos, a colaboração também prevê iniciativas relacionadas a compensação, gestão de riscos, custódia multichain e arquitetura de carteiras digitais.
O investimento faz parte de uma estratégia mais ampla da ICE para expandir sua presença no setor de ativos digitais. Em janeiro, a Bolsa de Nova York anunciou o desenvolvimento de uma plataforma baseada em blockchain para negociação de valores mobiliários tokenizados.
Michael Blaugrund, vice-presidente de iniciativas estratégicas da ICE, afirmou à Fortune que essa iniciativa e a parceria com a OKX são projetos complementares dentro da estratégia da empresa.
Em fevereiro, a presidente da NYSE, Lynn Martin, também destacou a importância da tokenização para o futuro dos mercados financeiros.
Enquanto isso, a OKX busca consolidar sua presença nos Estados Unidos. A corretora retomou operações no país em 2025 após um acordo de US$ 500 milhões com o Departamento de Justiça relacionado a questões regulatórias. Desde então, a empresa afirma priorizar a expansão com foco em conformidade regulatória.
Executivos da companhia também já indicaram a possibilidade de um eventual IPO nos Estados Unidos no futuro, como parte da estratégia para ampliar sua presença no mercado institucional.
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