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Morgan Stanley escolhe Coinbase e BNY Mellon para custódia de ETF de bitcoin

Com os fluxos dos fundos negociados em bolsa de bitcoin voltando ao positivo, os movimentos seguem os pedidos do banco de Wall Street à SEC para fundos de bitcoin, Solana e ether

Morgan Stanley: banco administra US$ 8,9 trilhões em ativos de clientes (Jeremy Moeller/GC Images/Getty Images)

Morgan Stanley: banco administra US$ 8,9 trilhões em ativos de clientes (Jeremy Moeller/GC Images/Getty Images)

Cointelegraph
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Agência de notícias

Publicado em 5 de março de 2026 às 11h30.

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A gigante de serviços financeiros Morgan Stanley selecionou o Bank of New York (BNY) Mellon, uma empresa global de serviços financeiros, e a exchange de criptomoedas Coinbase como custodiantes de seu fundo negociado em bolsa Morgan Stanley Bitcoin Trust (ETF), de acordo com um registro apresentado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) na quarta-feira, 4.

Os custodiantes manterão todos os bitcoins do fundo em cold wallet, ou métodos offline de armazenamento das chaves privadas do bitcoin, com uma “parte” do BTC sendo movida ocasionalmente para hot wallets conectadas à internet para fins de criação e resgate de cotas, segundo o registro do Morgan Stanley Bitcoin Trust na SEC. O documento afirma:

“Os custodiantes de bitcoin são licenciados como banco do estado de Nova York, no caso do BNY, e como uma empresa fiduciária de responsabilidade limitada do estado de Nova York, no caso do custodiante Coinbase. Os custodiantes de bitcoin fornecem serviços de custódia e execução de negociações de ativos digitais.”

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A Morgan Stanley apresentou pedidos à SEC para ETFs de BTC à vista e de Solana em janeiro. Ambos os fundos são veículos de investimento passivos que mantêm e acompanham o preço dos criptoativos subjacentes.

O ETF reflete a crescente adoção institucional das criptomoedas, mesmo em meio a uma queda generalizada do mercado que deixou o BTC cerca de 42% abaixo de sua máxima histórica de aproximadamente US$ 126 mil. Nos últimos dias, os fluxos dos ETFs de BTC se inverteram, com os US$ 322 milhões em entradas registrados na terça-feira pelo ETF de bitcoin à vista da BlackRock compensando saídas de fundos rivais, incluindo Fidelity e Grayscale.

As entradas elevam o total desta semana para US$ 683,3 milhões, após US$ 787,3 milhões em entradas na semana passada, a primeira semana positiva após cinco semanas consecutivas de saídas que totalizaram quase US$ 4 bilhões.

Primeiros passos do Morgan Stanley em ETFs cripto

Cerca de dois anos após os ETFs de bitcoin estrearem nos mercados dos Estados Unidos, o novo fundo estabelecerá a presença da Morgan Stanley no setor de criptomoedas e beneficiará a empresa mesmo que não tenha desempenho comparável ao de pesos pesados como o iShares Bitcoin Trust da BlackRock, segundo Jeff Park, consultor da empresa de gestão de ativos Bitwise.

Na teleconferência de resultados do quarto trimestre de 2025 da empresa, em janeiro, o presidente e CEO Ted Pick disse aos analistas que o banco de Wall Street está “bem posicionado agora no espaço de criptomoedas e ativos tokenizados”, acrescentando que “há muito que podemos fazer nessa área”.

O lançamento de um ETF consolida a presença da empresa no setor de criptomoedas, ao mesmo tempo em que lhe dá acesso a talentos do setor para desenvolver outros projetos, como a negociação de ativos do mundo real tokenizados (RWA), disse Park.

Por outro lado, o lançamento de um ETF de bitcoin por uma grande empresa de serviços financeiros também é positivo para o setor, porque sinaliza que ainda existe muito interesse “não explorado” em ativos digitais, acrescentou.

“Isso significa que o mercado é muito maior do que até mesmo profissionais do setor cripto antecipavam, especialmente para alcançar novos clientes”, disse ele.

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