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Corretora de criptomoedas internacional fecha as portas após 9 anos

Exchange operava em mais de 200 países e citou o baixo volume de negociação de ativos digitais em 2026, somado ao aumento da regulação, como motivos para o fim

Criptomoedas (Reprodução/Reprodução)

Criptomoedas (Reprodução/Reprodução)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 15 de setembro de 2026 às 09h19.

Última atualização em 15 de setembro de 2026 às 09h58.

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A corretora de criptomoedas internacional CoinEx anunciou nesta terça-feira, 15, que encerrará suas operações de maneira global e não aceitará novos cadastros a partir de hoje. A plataforma ficará disponível para saques até 22 de dezembro.

Sediada nas Ilhas Seychelles, a exchange citou a "prolongada retração do mercado de criptomoedas", com significativa redução do volume de negociação no setor e o "aumento contínuo dos requisitos regulatórios" como motivos para o fim das operações.

De acordo com o cronograma informado pela empresa, todos os serviços de negociação de criptomoedas serão encerrados no dia 29 de setembro e os ativos que não sejam a stablecoin USDT serão liquidados.

A CoinEx foi fundada em 22 de dezembro de 2017 e operava em mais de 200 países.

"Para alguns de vocês, a CoinEx foi sua primeira negociação de criptomoedas. Para outros, foi uma plataforma na qual confiaram durante diferentes fases do mercado. Independentemente de como a utilizaram, o que vocês nos confiaram nunca foram apenas ativos. Foi a sua confiança, e nunca a tratamos com descaso", diz a nota da exchange.

Onda de fechamento de corretoras de criptomoedas

O ano de 2026 já fez uma série de vítimas entre as empresas do setor de criptomoedas. Antes da CoinEx, a maior exchange internacional a fechar foi a BitMEX, uma pioneira nas negociações de derivativos de ativos digitais.

Aqui no Brasil, por sua vez, as corretoras NovaDAX, Digitra.com e Coinext encerraram atividades recentemente. Todas citando o aumento dos requisitos regulatórios para operação impostos pelo Banco Central, que se tornou o regulador do setor no país.

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