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Bitcoin sobe após dado fraco de emprego dos EUA e avança 2,4% em 7 dias

Criptomoedas têm semana positiva em meio a uma melhora no ambiente macroeconômico para ativos de risco

Bitcoin e ouro (crédito: kanchanara/Unsplash)

Bitcoin e ouro (crédito: kanchanara/Unsplash)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 10h45.

Última atualização em 7 de agosto de 2026 às 10h55.

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O bitcoin opera em alta nesta sexta-feira, 7, impulsionado pelo Relatório de Emprego dos Estados Unidos, que mostrou uma criação de vagas bem abaixo do esperado.

De acordo com o Departamento de Trabalho, os EUA perderam 23 mil postos de trabalho em julho, enquanto o consenso dos economistas apontava para a geração de 85 mil vagas. A piora no indicador de emprego diminui a pressão sobre a inflação, algo que deve contribuir para o Federal Reserve (Fed) não subir juros nas próximas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Do lado geopolítico, a situação segue indefinida apesar do acordo firmado entre Irã e Omã para a divisão e administração do Estreito de Ormuz, a rota marítima por onde passa 20% do petróleo mundial. Um projeto de lei em análise na nação persa prevê multas de até 20% do valor das cargas dos navios que desrespeitarem as novas restrições de trânsito em Ormuz.

Às 10h37 (horário de Brasília) o bitcoin subia 1,5% em um período de 24 horas, a US$ 65.131 por unidade. Com a alta de hoje, a maior das criptomoedas acumula uma valorização de 2,4% nos últimos sete dias.

Segundo Matheus Parizotto, analista de criptoativos do BTG Pactual, o bitcoin ganhou força com os sinais de desaceleração do mercado de trabalho dos EUA. “Com o dado mais fraco, o mercado reduziu as apostas em alta de juros em setembro e passou a precificar a manutenção como cenário base, com 56% de probabilidade”, diz Parizotto.

O analista afirma que a mudança no ambiente macroeconômico favorece ativos sem geração de fluxo de caixa (como bitcoin, ouro e prata), que vinham pressionados pela expectativa de uma política monetária mais restritiva.

ETFs e indicadores

Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 137,6 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. Foi o quarto pregão consecutivo com entrada de capital neste tipo de fundo, somando mais de US$ 763,6 milhões de fluxo comprador.

O maior alvo do fluxo foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 128,3 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.

Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o fluxo foi positivo em US$ 92,1 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dos 39 para 40 pontos. Com isso, o sentimento do mercado cripto saiu da zona do “medo” e entrou oficialmente na região “neutra”.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

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