Estreito de Ormuz: via por onde são escoados 20% do petróleo trouxe volatilidade à cotação do Brent (Marwan Naamani/AFP/Getty Images)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 5 de agosto de 2026 às 14h03.
Última atualização em 5 de agosto de 2026 às 15h53.
Irã e Omã chegaram a um entendimento sobre uma nova rota de navegação para navios que cruzam o Estreito de Ormuz, informou nesta quarta-feira, 5, o Ministério das Relações Exteriores iraniano. Segundo Teerã, os dois países também estão finalizando uma declaração conjunta para formalizar o acordo.
O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, afirmou que as coordenadas geográficas da rota já foram acordadas entre os dois governos. De acordo com ele, a declaração será divulgada caso "terceiros não obstruam o processo".
"Os dois lados chegaram a um entendimento mútuo sobre os parâmetros geográficos da rota em discussão", disse Baqaei, segundo a agência estatal iraniana Irna.
Apesar do avanço nas negociações, Baqaei ressaltou que o acordo entre Irã e Omã, por si só, não garante a segurança no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás.
Segundo a Reuters, as negociações entre Teerã e Mascate foram descritas pelo porta-voz como "profissionais" e em andamento. Ele acrescentou que a declaração conjunta está na fase final de revisão e redação.
De acordo com a Reuters, um alto funcionário iraniano e duas autoridades regionais afirmaram que o entendimento em negociação daria ao Irã o controle sobre os navios que entram no Golfo pelo Estreito de Ormuz, representando uma das maiores concessões feitas até agora às demandas iranianas.
As mesmas fontes, porém, afirmaram que ainda há pontos importantes a serem negociados e minimizaram declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um acordo para a reabertura completa da passagem marítima estaria próximo.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico e é considerado uma das principais rotas marítimas do comércio mundial de energia. Qualquer alteração em seu funcionamento costuma provocar impactos imediatos nos mercados internacionais de petróleo.