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Real Madrid envia provas à UEFA após denúncia de racismo contra Vini Jr.

Partida foi paralisada por oito minutos após aplicação do protocolo antirracismo pela arbitragem

Vinícius Júnior: clube espanhol diz colaborar com investigação da Uefa sobre episódio de racismo em jogo contra o Benfica (Torbjorn Tande/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images)

Vinícius Júnior: clube espanhol diz colaborar com investigação da Uefa sobre episódio de racismo em jogo contra o Benfica (Torbjorn Tande/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images)

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 11h40.

O Real Madrid informou nesta quinta-feira, 19, que entregou à Uefa todas as provas disponíveis sobre a denúncia de racismo contra Vini Jr.

O caso aconteceu na última terça-feira, durante a partida de ida do playoff da Liga dos Campeões da Europa, contra o Benfica. O argentino Gianluca Prestianni, do time português, teria usado palavras racistas ao se referir ao jogador brasileiro.

Em comunicado, o Real Madrid afirmou que tem colaborado com a investigação aberta pela Uefa após os “inaceitáveis episódios de racismo” ocorridos durante a partida.

O clube também agradeceu o apoio recebido por Vinícius Júnior de diferentes setores do futebol mundial e declarou que seguirá atuando, em conjunto com instituições esportivas, para combater o racismo, a violência e o ódio no esporte e na sociedade.

Segundo o clube espanhol, foram reunidas imagens de torcedores fazendo gestos que imitavam macacos nas arquibancadas do Estádio da Luz, em Lisboa. A Uefa informou que abriu procedimento e designou um inspetor de ética e disciplina para conduzir a apuração, após acusações de jogadores do Real sobre um possível comportamento discriminatório de Prestianni.

Jogo foi paralisado após denúncia em campo

Os incidentes começaram pouco depois de Vinícius Júnior marcar o único gol da partida e comemorar com uma dança próximo à bandeirinha de escanteio, aos quatro minutos do segundo tempo. Em seguida, o brasileiro denunciou ter sido alvo de um insulto racista por parte de Prestianni, que teria coberto a boca com a camisa ao se dirigir ao atacante.

O árbitro francês François Letexier acionou o protocolo antirracismo e a partida foi interrompida por cerca de oito minutos após a ameaça de Vinícius e de outros jogadores do Real, como Kylian Mbappé, de deixar o gramado.

Durante o jogo, também houve arremesso de objetos das arquibancadas para o campo.

A decisão de Letexier seguiu as normas da Uefa, já que nem ele, nem a equipe de arbitragem, ouviram o insulto. Caso a ofensa tivesse sido escutada, o infrator deveria receber cartão vermelho direto, conforme a regra 12 da International Football Association Board (IFAB).

Prestianni nega acusações e Benfica fala em difamação

Kylian Mbappé afirmou que presenciou a ofensa e relatou que Prestianni teria chamado Vinícius de “macaco” repetidas vezes. O argentino, por sua vez, negou nas redes sociais ter proferido insultos racistas e disse ter recebido ameaças de jogadores do Real Madrid. Segundo Prestianni, Vinícius teria "interpretado mal" o que foi dito.

O brasileiro declarou que “os racistas são, antes de tudo, covardes” e criticou a aplicação do protocolo antirracismo, afirmando que recebeu cartão amarelo por comemorar o gol e que as medidas adotadas não foram suficientes.

O Benfica afirmou apoiar Prestianni, classificou as acusações como parte de uma “campanha de difamação” e declarou que vai colaborar com a investigação aberta pela Uefa, com transparência e abertura.

*Com informações da EFE 

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