Estádio do Corinthians em noite de decisão pela Copa Libertadores. (Reprodução/X/Corinthians)
Redator na Exame
Publicado em 16 de setembro de 2026 às 19h15.
RESUMO | O Corinthians soma 11 eliminações na história da Copa Libertadores em jogos decisivos disputados na cidade de São Paulo, distribuídas em seus três principais redutos: quatro no Estádio do Morumbi, três no Estádio do Pacaembu e quatro na Neo Química Arena.
O Corinthians entra em campo nesta quarta-feira, 16, na Neo Química Arena para decidir contra o Estudiantes, da Argentina, uma vaga nas semifinais da Copa Libertadores de 2026. Após o empate por 1 a 1 no jogo de ida realizado em La Plata, quem vencer o duelo em São Paulo avança de fase no tempo regulamentar, enquanto uma nova igualdade remete a decisão da vaga para a disputa por pênaltis.
Enquanto o compromisso continental mobiliza as atenções do clube, o Alvinegro tenta deixar para trás a instabilidade recente no Campeonato Brasileiro, onde poupou titulares no último fim de semana. Do outro lado, o tradicional time argentino também focou as energias na preparação para este confronto decisivo, prometendo testar a solidez da equipe corinthiana em seus domínios para tentar surpreender em solo brasileiro.
A trajetória do Corinthians na Copa Libertadores da América registra exatas 11 eliminações em partidas de mata-mata disputadas na cidade de São Paulo. Ao longo das participações no torneio, o clube acumulou desclassificações jogando em casa em três palcos distintos que serviram de mandante ao longo das décadas, enfrentando rivais tradicionais do continente e do futebol brasileiro.
Para mapear com precisão o histórico negativo do clube jogando em seus domínios pelo torneio continental, o levantamento detalhado divide as 11 quedas do Corinthians em três diferentes eras e casas na capital paulista.
O Estádio do Morumbi foi o palco inaugural dessas frustrações, concentrando 4 eliminações marcantes: em 1991 para o Boca Juniors (empate por 1 a 1 após revés na ida); nas temporadas de 1999 e 2000, ambas de forma traumática para o rival Palmeiras em decisões por pênaltis; e em 2003, quando a equipe foi superada pelo River Plate por 2 a 1 nas oitavas de final.
Posteriormente, o Estádio do Pacaembu abrigou outras 3 desclassificações cruciais em fases de oitavas de final: em 2006 novamente diante do River Plate (derrota por 3 a 1); em 2010 frente ao Flamengo, quando venceu por 2 a 1 mas acabou eliminado pelo extinto critério do gol fora de casa; e em 2013, em um tenso empate por 1 a 1 contra o Boca Juniors.
Por fim, a Neo Química Arena contabiliza outras 4 quedas amargas em fases eliminatórias e preliminares: em 2015 para o Guaraní do Paraguai (derrota por 1 a 0); em 2016 diante do Nacional do Uruguai (empate por 2 a 2 e vaga perdida pelo gol qualificado); em 2018 para o Colo-Colo do Chile (vitória por 2 a 1 insuficiente pelo mesmo critério de gols fora); e em 2020, novamente eliminado pelo Guaraní paraguaio na fase prévia após vencer por 2 a 1 no tempo normal.
O clube acumula 11 eliminações em jogos decisivos de mata-mata realizados na capital paulista.
Morumbi e Neo Química Arena lideram a estatística, empatados com quatro eliminações cada.
Boca Juniors, River Plate, Palmeiras e Guaraní do Paraguai aparecem como os principais carrascos nessas ocasiões.
Em todas essas edições, o clube acabou desclassificado em casa por conta da antiga regra dos gols marcados fora de casa.
Sim, o levantamento computa exclusivamente confrontos eliminatórios e fases decisivas disputadas na cidade de São Paulo.