Timão teve sucesso, mas também sofreu na mão dos argentinos na Libertadores. (Alex Silva/Sports Press Photo/Getty Images) (Alex Silva/Sports Press Photo/Getty Images)
Redator na Exame
Publicado em 16 de setembro de 2026 às 19h25.
RESUMO | O Corinthians acumula quatro eliminações diante de equipes argentinas na história da Copa Libertadores, todas concentradas nas oitavas de final contra Boca Juniors e River Plate, marcadas por confrontos tensos e contextos históricos distintos.
O Corinthians entra em campo nesta quarta-feira, 16, na Neo Química Arena para decidir contra o Estudiantes, da Argentina, uma vaga nas semifinais da Copa Libertadores de 2026. Após o empate por 1 a 1 no jogo de ida realizado em La Plata, quem vencer o duelo em São Paulo avança de fase no tempo regulamentar, enquanto uma nova igualdade remete a decisão da vaga para a disputa por pênaltis.
Enquanto o compromisso continental mobiliza as atenções do clube, o Alvinegro tenta deixar para trás a instabilidade recente no Campeonato Brasileiro, onde poupou titulares no último fim de semana. Do outro lado, o tradicional time argentino também focou as energias na preparação para este confronto decisivo, prometendo testar a solidez da equipe corinthiana em seus domínios para tentar surpreender em solo brasileiro.
Ao longo da história da Copa Libertadores da América, o Corinthians acumula quatro eliminações diante de equipes argentinas. Um dado curioso desse retrospecto é que todas essas desclassificações anteriores ocorreram rigorosamente na mesma fase do torneio — as oitavas de final — e tiveram como carrascos os dois maiores clubes daquele país: o Boca Juniors e o River Plate.
O histórico detalhado de cada eliminação corinthiana reflete o peso e o contexto de cada confronto disputado no torneio:
Caso o Estudiantes confirme uma eliminação corinthiana na noite de hoje, esta será a primeira vez que o clube cai para um adversário argentino fora da fase de oitavas de final na principal competição do continente.
Para mapear com precisão o histórico negativo do clube jogando em seus domínios pelo torneio continental, o levantamento detalhado divide as 11 quedas do Corinthians em três diferentes eras e casas na capital paulista. Cada estádio registrou momentos de forte pressão e desclassificações dolorosas que marcaram a trajetória alvinegra na competição.
O Estádio do Morumbi foi o palco inaugural dessas frustrações, concentrando 4 eliminações marcantes: em 1991 para o Boca Juniors (empate por 1 a 1 após revés na ida); nas temporadas de 1999 e 2000, ambas de forma traumática para o rival Palmeiras em decisões por pênaltis; e em 2003, quando a equipe foi superada pelo River Plate por 2 a 1 nas oitavas de final.
Posteriormente, o Estádio do Pacaembu abrigou outras 3 desclassificações cruciais em fases de oitavas de final: em 2006 novamente diante do River Plate (derrota por 3 a 1); em 2010 frente ao Flamengo, quando venceu por 2 a 1 mas acabou eliminado pelo extinto critério do gol fora de casa; e em 2013, em um tenso empate por 1 a 1 contra o Boca Juniors.
Por fim, a Neo Química Arena contabiliza outras 4 quedas amargas em fases eliminatórias e preliminares: em 2015 para o Guaraní do Paraguai (derrota por 1 a 0); em 2016 diante do Nacional do Uruguai (empate por 2 a 2 e vaga perdida pelo gol qualificado); em 2018 para o Colo-Colo do Chile (vitória por 2 a 1 insuficiente pelo mesmo critério de gols fora); e em 2020, novamente eliminado pelo Guaraní paraguaio na fase prévia após vencer por 2 a 1 no tempo normal.
O clube soma quatro eliminações diante de equipes da Argentina na história da competição.
Apenas o Boca Juniors e o River Plate despacharam o Alvinegro em mata-matas anteriores.
Curiosamente, todas as quatro quedas anteriores foram registradas na fase de oitavas de final.
As equipes disputam o jogo de volta das quartas de final na Neo Química Arena, após empate por 1 a 1 na ida em La Plata.
Uma nova igualdade no tempo regulamentar estende a decisão da vaga para a disputa de pênaltis.