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Lesão de Raphinha amplia dilema de Ancelotti no lado direito da Seleção

Atacante do Barcelona desfalca o Brasil e se junta à lista de baixas que comprometeram o plano inicial do treinador para a Copa do Mundo

Raphinha: jogador fica de fora de próximo jogo do Brasil na Copa (JEWEL SAMAD/AFP)

Raphinha: jogador fica de fora de próximo jogo do Brasil na Copa (JEWEL SAMAD/AFP)

Publicado em 22 de junho de 2026 às 10h38.

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A lesão de Raphinha obrigará Carlo Ancelotti a reformular mais uma vez o lado direito da Seleção Brasileira.

O atacante do Barcelona sofreu uma lesão muscular na coxa direita na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti e está fora, ao menos, da partida contra a Escócia, na quarta-feira, 24, pela última rodada do Grupo C da Copa do Mundo.

A baixa se soma a uma sequência de problemas enfrentados pelo treinador italiano desde a preparação para o torneio.

Antes de Raphinha, Ancelotti já havia perdido Éder Militão, Estêvão, Rodrygo e Wesley, jogadores que faziam parte de suas principais opções para o setor.

Com quatro pontos, o Brasil lidera o Grupo C e está próximo de confirmar a classificação para as oitavas de final. Ainda assim, a ausência do atacante aumenta as preocupações em uma posição que já vinha sofrendo com a falta de alternativas.

"É um cara que vem de temporadas incríveis, vem crescendo muito dentro da Seleção. Então acho que não só ele, qualquer jogador dessa importância que fica de fora é uma coisa que a gente tem que se reestruturar rápido", disse Lucas Paquetá após o treinamento de domingo.

Dependência ofensiva

A importância de Raphinha vai além dos números.

Enquanto o lado esquerdo da Seleção tem Vinícius Júnior como principal referência ofensiva, o setor direito depende mais da velocidade e da profundidade oferecidas pelo jogador do Barcelona.

O cenário se agravou porque as opções para a lateral direita têm características mais defensivas. Danilo e Ibañez, utilizados por Ancelotti, atuam frequentemente como zagueiros em seus clubes e chegaram ao Mundial após as lesões de laterais mais ofensivos, como Wesley e Vanderson.

Militão também aparecia como alternativa para a posição. O defensor do Real Madrid, que já havia atuado como lateral na Copa do Catar, sofreu uma lesão no bíceps femoral esquerdo em abril e ficou fora da convocação.

Sem laterais de apoio, a responsabilidade ofensiva pelo lado direito acabou concentrada em Raphinha.

Embora não tenha marcado gols nem distribuído assistências nos dois primeiros jogos da Copa, o atacante chegou ao torneio após uma temporada de destaque pelo Barcelona, com 21 gols e oito assistências em 33 partidas.

"Todos nós conhecemos as suas características, a velocidade que ele tem, o poder de atacar espaço, de finalização. Então acho que a gente perde um jogador muito importante", afirmou Paquetá.

Chance para a nova geração

A ausência de Raphinha abre espaço para jogadores mais jovens no elenco.

Desde que assumiu a Seleção, Ancelotti manteve Vinícius Júnior como titular absoluto pelo lado esquerdo. Com isso, atletas como Rodrygo e Estêvão passaram a atuar pela direita ou em posições mais centralizadas.

As lesões da dupla antes do Mundial reduziram as opções do treinador e aceleraram a integração de novos nomes.

Entre os candidatos a ocupar a vaga estão Gabriel Martinelli, Luiz Henrique, Rayan e Endrick. Os dois últimos, ambos com 19 anos, ganharam popularidade entre os torcedores e vêm recebendo pedidos por mais minutos em campo.

Endrick, centroavante de origem, também aparece como alternativa para atuar pelos lados, função que já exerceu em passagens recentes por seus clubes.

Com a classificação praticamente encaminhada, a partida contra a Escócia pode representar uma oportunidade para Ancelotti testar novas soluções antes do início da fase eliminatória. O desafio é encontrar equilíbrio em um setor que perdeu quase todas as peças planejadas para a Copa do Mundo.

*Com AFP

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