Esporte

Infantino desiste de criar empresa que 'venderia' direitos da Copa do Mundo

O presidente da Fifa afirmou que ficou claro que o projeto "criou divisões" que "já não são do interesse" do seu objetivo original

Copa do Mundo: Fifa tinha oferecido US$ 40 milhões a cada uma das 211 federações membros caso apoiassem a entrada de investidores privados em seus torneios (Foto: (Foto de Adem ALTAN / AFP via Getty Images)

Copa do Mundo: Fifa tinha oferecido US$ 40 milhões a cada uma das 211 federações membros caso apoiassem a entrada de investidores privados em seus torneios (Foto: (Foto de Adem ALTAN / AFP via Getty Images)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 31 de julho de 2026 às 20h49.

Última atualização em 31 de julho de 2026 às 20h55.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou nesta sexta-feira, 31, ter desistido de criar uma empresa para vender participações nas principais competições da entidade a investidores privados, depois de enfrentar forte resistência interna.

O projeto previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), companhia que administraria os direitos comerciais da Copa do Mundo e os venderia a fundos privados. Em entrevista ao canal britânico Sky News na noite desta sexta-feira, Infantino confirmou que não dará sequência ao plano após a repercussão negativa da última semana.

O dirigente afirmou que ficou claro que o projeto "criou divisões" que "já não são do interesse" do seu objetivo original.

Como parte da estratégia, a Fifa tinha oferecido US$ 40 milhões a cada uma das 211 federações membros caso apoiassem a entrada de investidores privados em seus torneios, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina.

Projeto enfrentou resistência

As 55 federações filiadas à Uefa decidiram, em reunião de emergência, boicotar as competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso o projeto seja mantido.

A oposição também foi apoiada pelas 35 federações da Concacaf, que votaram contra a proposta. Já a Confederação Asiática de Futebol (AFC) publicou uma nota alinhando-se às posições de Uefa e Concacaf. Segundo a entidade, se ao menos 16 de suas 46 associações nacionais rejeitarem o plano, os opositores passarão a representar a maioria das 211 federações filiadas à Fifa.

A resistência também chegou ao alto escalão da própria Fifa. Nesta sexta-feira, o indiano Carlos Cordeiro, principal assessor de Gianni Infantino, renunciou ao cargo em protesto contra a proposta de venda de participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo. Cordeiro integrava a entidade desde 2021.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a negar, nesta sexta-feira, ter conversado com Infantino sobre a proposta de criar uma empresa para administrar as competições da entidade e vender participação em seus direitos comerciais.

"Nunca falei com ele sobre isso", disse Trump, ao ser questionado sobre o tema durante uma coletiva de imprensa em Camp David, residência oficial de campo da presidência americana, no estado de Maryland.

Acompanhe tudo sobre:FifaEsportes

Mais de Esporte

Nova 'cara' da NBA, Wembanyama renova com a Nike; acordo prevê tênis com assinatura

Memphis Depay renova com o Corinthians até 2028

Conmebol diz que solicitou 'esclarecimentos' à Fifa sobre 'venda' da Copa do Mundo

Copa do Mundo com 64 países: o que se sabe até agora