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Ibovespa interrompe quatro meses de queda e lidera ativos brasileiros em 2026

Além da recuperação do Ibovespa, o IDIV registrou valorização de 3%

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 31 de julho de 2026 às 20h10.

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Após quatro meses no vermelho, a Bolsa brasileira encerrou julho em alta, enquanto índices ligados ao dólar permanecem entre os únicos investimentos com desempenho negativo nos últimos 12 meses.

Julho marcou uma mudança importante no comportamento dos principais indicadores financeiros acompanhados pela consultoria Elos Ayta. Depois de registrar quatro meses consecutivos de rentabilidade negativa, o Ibovespa voltou ao campo positivo e encerrou o mês com valorização de 3,47%, registrando o segundo melhor desempenho entre os principais ativos monitorados, atrás apenas do Bitcoin, que avançou 4,36% no período.

Apesar da recuperação da criptomoeda, o movimento não foi suficiente para alterar sua trajetória. O Bitcoin continua sendo o ativo de pior desempenho tanto no acumulado de 2026, com queda de 32,69%, quanto nos últimos 12 meses, período em que acumula desvalorização superior a 50%.

Olho nas ações

Entre os ativos tradicionais, o destaque de julho ficou com o mercado acionário brasileiro. Além da recuperação do Ibovespa, o IDIV registrou valorização de 3%, completando o segundo mês consecutivo de ganhos. O CDI manteve sua característica de estabilidade, avançando 1,16%.

O índice de Small Caps completou cinco meses no vermelho, mostrando que a recuperação da renda variável brasileira ainda permanece concentrada nas empresas de maior liquidez.

No acumulado do ano até o fim de julho, o Ibovespa lidera a rentabilidade entre os principais índices analisados, com ganho de 10,47%, seguido de perto pelo IDIV, que acumula valorização de 10,19%. O CDI aparece na terceira posição, com retorno de 8,09%.

De acordo com a Elos Ayta, quando a análise é ampliada para os últimos 12 meses, o cenário continua favorável ao mercado brasileiro. O Ibovespa acumula valorização de 33,76%, ficando atrás apenas de poucos ativos em anos recentes. Na sequência aparecem o IDIV, com retorno de 29,82%, e o ouro, que registra valorização de 20,93%.

Os dados também mostram uma diferença significativa entre os investimentos domésticos e aqueles expostos ao câmbio. Nos últimos 12 meses, apenas os indicadores diretamente ligados às moedas estrangeiras permanecem no campo negativo. O dólar PTAX acumula queda de 9,37%, enquanto o euro PTAX recua 8,66%.

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