O complexo do IFEMA em Madri, sede do novo circuito de rua e híbrido que recebe a Fórmula 1. (Oscar DEL POZO/AFP) (Oscar DEL POZO/AFP)
Redator na Exame
Publicado em 12 de setembro de 2026 às 05h46.
A Fórmula 1 inicia um novo capítulo em sua história na Espanha com a estreia oficial do Circuito de Madring. Localizado ao redor do IFEMA Exhibition Centre, na região de Barajas, na capital espanhola, o novo traçado híbrido assume a denominação oficial de Grande Prêmio da Espanha. O projeto marca o retorno da principal categoria do automobilismo mundial à capital espanhola pela primeira vez desde 1981, quando o Circuito do Jarama recebeu a última prova na região metropolitana de Madri. A mudança coroa um ambicioso plano de infraestrutura para modernizar a experiência de equipes, pilotos e do público global.
É importante destacar que a chegada de Madri ao calendário não significou o fim da linha para a tradicional pista de Barcelona-Catalunya. O circuito catalão, que sediava a prova principal espanhola desde 1991, segue na Fórmula 1 na temporada de 2026. A prova foi disputada em junho deste ano e vencida por Lewis Hamilton.
Projetado pelo especialista Jarno Zaffelli, o circuito de Madri tem 5,414 quilômetros de extensão e conta com um total de 22 curvas, combinando trechos de alta velocidade — como as seções interligadas de Valdebebas — com passagens técnicas desafiadoras, a exemplo da curva apelidada de "Bunker".
Entre as grandes inovações estruturais do projeto estão o primeiro paddock coberto da história da categoria, passagens sob túneis de rodovias elevadas e a impressionante curva "La Monumental", dotada de inclinação acentuada projetada para maximizar as oportunidades de ultrapassagem.
Com capacidade inicial para receber 110.000 torcedores nas arquibancadas — e potencial de expansão estrutural para até 140.000 pessoas —, o Madring foi desenhado para se consolidar como um "circuito espetáculo" nos moldes das modernas etapas urbanas do campeonato. O caráter inédito do traçado representa um desafio técnico enorme para engenheiros e pilotos, que chegam para o fim de semana sem dados históricos de telemetria acumulados, exigindo máxima capacidade de adaptação nos acertos dos carros durante as sessões de treinos livres.