Novak Djokovic soma 24 títulos de Grand Slam e construiu, ao longo da carreira, um portfólio de imóveis em cinco países diferentes (Henry NICHOLLS / AFP)
Jonalista colaborador
Publicado em 30 de agosto de 2026 às 08h02.
Novak Djokovic passa boa parte do ano dentro de aviões, hotéis e vestiários espalhados pelos cinco continentes, o que torna a pergunta sobre onde ele realmente mora mais complexa do que parece. O tenista sérvio, de 39 anos, construiu ao longo de duas décadas um portfólio imobiliário que acompanha o percurso da carreira, com propriedades em Mônaco, Nova York, Miami, Belgrado, Marbella e, mais recentemente, Atenas.
Vencedor de 24 Grand Slams e dono do recorde de 428 semanas na liderança do ranking mundial, Djokovic é o único tenista da história a conquistar todos os grandes títulos do esporte, somando Grand Slams, Masters 1000, ATP Finals e ouro olímpico. Em entrevista recente à apresentadora Gayle King, da CBS, o atleta falou sobre o custo pessoal da rotina de viagens e disse ter reduzido o calendário de torneios para equilibrar a carreira com a vida em família.
Djokovic mantém a base em Mônaco desde o início dos anos 2000, quando passou a treinar no Principado ainda adolescente (Google Earth/Robb Report)
Djokovic comprou sua primeira propriedade fora da Sérvia em Mônaco, no início dos anos 2000, pouco depois de se profissionalizar. O valor da transação nunca foi divulgado. Ele passou a frequentar o Principado por volta dos 17 anos, quando seu treinador da época morava na região.
A propriedade fica numa colina com vista para o Mediterrâneo e foi a residência principal do atleta por cerca de quinze anos, até a mudança para a Espanha em 2020. Djokovic segue dono do imóvel e frequenta o Monte Carlo Country Club, que reúne tenistas de elite baseados na região, entre eles Daniil Medvedev e Stefanos Tsitsipas.
O apartamento de Djokovic no edifício Eighty Seven Park, projetado por Renzo Piano, nunca chegou a ser habitado pelo tenista e foi revendido em 2020 (Reprodução/Mansion Global)
Em 2017, o tenista ampliou o patrimônio com a compra de dois apartamentos no bairro de SoHo, em Nova York, por valor combinado acima de US$ 10 milhões, cerca de R$ 51,5 milhões. Os imóveis, projetados pelo arquiteto italiano Renzo Piano, vencedor do prêmio Pritzker, ficam em andares diferentes do mesmo prédio.
No mesmo ano, Djokovic pagou US$ 5,77 milhões, cerca de R$ 29,7 milhões, por uma cobertura no edifício Eighty Seven Park, em Miami, também assinado por Piano, com três quartos e vista para o Atlântico. O tenista nunca chegou a morar no imóvel. A obra ficou pronta em dezembro de 2019 e, um mês depois, ele o colocou à venda por US$ 7,15 milhões, cerca de R$ 36,8 milhões. O apartamento foi vendido em 2020 por US$ 6 milhões, aproximadamente R$ 30,9 milhões, dias depois de Djokovic vencer Roland Garros.
Em 2018, o tenista voltou às origens com a compra de uma cobertura em Belgrado, com vista para o Lago Pavlova, por US$ 675 mil, cerca de R$ 3,5 milhões, com três quartos, sala ampla e terraço com piscina. Djokovic também é dono de uma mansão às margens do mesmo lago, hoje oferecida como aluguel de temporada por cerca de US$ 17 mil a diária, o equivalente a R$ 87,5 mil, com oito quartos, adega, quadra de tênis e piscinas interna e externa.
A mansão de inspiração marroquina em Marbella, na Espanha, foi comprada por Djokovic em 2020 por US$ 10 milhões e é hoje sua residência principal (Reprodução/Mansion Global)
A compra mais recente do tenista é também sua residência atual, uma mansão de inspiração marroquina em Marbella, na Espanha, adquirida em 2020 por US$ 10 milhões, cerca de R$ 51,5 milhões. O imóvel tem nove quartos, piso de mármore, lustres de cristal, home theater, banho turco e quadra de tênis, onde o tenista costuma treinar com os dois filhos.
Em 2025, surgiram rumores de que a família havia se mudado para Atenas, na Grécia. Djokovic confirmou a mudança em novembro daquele ano e afirmou que a decisão fazia parte de mudanças pessoais e profissionais ocorridas nos dois anos anteriores. Os filhos do casal já foram matriculados em uma escola local, sinal de que a família deve permanecer na capital grega por um bom tempo.