Vinicius Junior: camisa da seleção aparece dentre as mais bonitas da Copa do Mundo (Lars Baron / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
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Publicado em 19 de julho de 2026 às 08h29.
A cada nova edição de Copa do Mundo, as seleções aproveitam o maior palco do futebol para apresentar uniformes que vão além da função esportiva. Eles contam histórias, homenageiam conquistas, reforçam identidades nacionais e, muitas vezes, tornam-se objetos de desejo de torcedores e colecionadores.
Na Copa do Mundo de 2026, disputada entre Estados Unidos, México e Canadá, essa tendência ganhou ainda mais força.
Grandes marcas apostaram em releituras de modelos históricos, referências culturais e conceitos modernos para criar peças que chamaram atenção desde o lançamento. Algumas despertaram nostalgia. Outras surpreenderam pela ousadia.
Algumas seleções recorreram à própria história para construir os novos uniformes. É o caso da Alemanha, que reviveu elementos da camisa utilizada no título mundial de 1990. Além da homenagem a uma das gerações mais marcantes do país, o modelo também ganhou um significado especial por representar a despedida da Adidas como fornecedora da seleção alemã após décadas de parceria.
O Brasil também buscou inspiração em uma das páginas mais gloriosas de sua história. A tradicional camisa amarela faz referência ao uniforme utilizado na conquista da Copa de 1970, resgatando detalhes clássicos e apostando em um tom mais vibrante para despertar o sentimento de nostalgia entre os torcedores.
Já a Argentina manteve a essência de um dos uniformes mais reconhecidos do futebol mundial. As tradicionais listras em azul e branco permanecem como protagonistas, agora em um tom mais intenso, em uma camisa que acompanha a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo.
Outras seleções preferiram transformar seus uniformes em uma extensão da própria cultura. Gana apresentou um dos projetos mais simbólicos do torneio ao incorporar padrões inspirados no kente, tecido tradicional africano conhecido pelas cores vivas e pelos desenhos geométricos. O resultado foi uma camisa que ultrapassa o universo esportivo e reforça elementos importantes da identidade do país.
O México seguiu um caminho semelhante. Jogando um Mundial em casa, a seleção apostou em um novo tom de verde combinado com grafismos inspirados na arte e na cultura mexicana, criando um dos modelos mais elogiados da competição.
O Equador, por sua vez, apresentou uma camisa reserva predominantemente preta, com detalhes dourados e a frase "Sonhar, transcender e fazer história" incorporada ao design, reforçando o momento vivido por uma geração que vem consolidando espaço entre as principais seleções sul-americanas.
Nem todas as camisas buscaram inspiração no passado. Algumas chamaram atenção justamente pela proposta contemporânea.
A Espanha modernizou seu tradicional uniforme vermelho ao incluir mangas azuis, criando um contraste marcante sem abrir mão da identidade da Roja.
O Japão, conhecido por apostar em conceitos diferentes, apresentou uma camisa reserva em tom off-white com finas listras coloridas, combinando minimalismo e sofisticação em um dos modelos mais distintos do Mundial.
Já a segunda camisa da África do Sul apostou na elegância. O verde tradicional ganhou detalhes dourados na gola e nas três listras da Adidas, formando um conjunto que rapidamente passou a figurar entre os favoritos de torcedores e colecionadores.
Curaçao também conquistou espaço entre os destaques. A seleção caribenha apresentou um uniforme reserva de linhas simples, mas com identidade visual marcante, reforçando o carinho que a equipe despertou entre os torcedores neutros ao longo da competição.